ECONOMIA
Braskem negocia dívida e pode diluir acionistas, diz site
Relatório indica que Braskem precisa cortar alavancagem da dívida
A Braskem (BRKM5) pode precisar adotar medidas que resultem na diluição da participação dos atuais acionistas para reduzir seu nível de endividamento, segundo avaliação divulgada pelo Bradesco BBI. O banco reiterou recomendação equivalente à venda para as ações da petroquímica e afirmou que uma eventual reestruturação financeira pode incluir a conversão de parte da dívida em ações. As informações são do site Info Money.
De acordo com o relatório, a companhia precisa reduzir sua alavancagem para cerca de três vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. A projeção do banco indica que esse indicador poderá alcançar aproximadamente 11 vezes em 2027 caso não haja mudanças na estrutura financeira da empresa.
Nas simulações apresentadas pelo Bradesco BBI, o valor das ações da Braskem pode variar de centavos de real até cerca de R$ 4, dependendo dos termos de uma eventual reestruturação da dívida. O preço corresponde ao atual preço-alvo definido pela instituição para os papéis da companhia.
Os analistas estimam que pelo menos 30% da dívida da petroquímica precisaria ser reduzida ou convertida em participação acionária para que a empresa volte a registrar patrimônio líquido positivo. A projeção considera um Ebitda de US$ 1 bilhão em 2027 e um múltiplo de 5,7 vezes na relação entre valor da firma e Ebitda.
O relatório também aponta que fatores recentes, como a guerra no Oriente Médio e a aprovação da Lei Presiq, tiveram impacto temporário sobre o cenário da empresa. No entanto, o banco avalia que os spreads petroquímicos voltaram a recuar e projeta um ambiente de mercado desafiador para os próximos anos.
No fim de junho, a Braskem iniciou negociações de mediação e reestruturação com credores sob proteção judicial. Segundo informações citadas pelo Bradesco BBI, a proposta inicial da companhia foi rejeitada pelos detentores de títulos, e um grupo de credores apresentou uma alternativa que prevê a conversão de parte da dívida em ações, com consequente diluição da participação dos atuais acionistas.



