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Pilar se consolida como polo energético com R$ 3,4 bilhões em investimentos

Termelétricas transformam município em um dos principais polos energéticos da região
Divulgação
Usina Termelétrica da Mercurio Partners em Pilar
Usina Termelétrica da Mercurio Partners em Pilar

O município de Pilar, na Região Metropolitana de Maceió, deve receber aproximadamente R$ 3,4 bilhões em investimentos no setor energético nos próximos anos, impulsionado pela implantação de oito usinas termelétricas movidas a gás natural e pela expansão da cadeia de petróleo e gás. Os recursos incluem R$ 1,4 bilhão da Mercurio Partners e cerca de R$ 2 bilhões previstos pela Origem Energia. As informações são do portal Movimento Econômico. 

A Mercurio Partners anunciou a construção de uma usina termelétrica (UTE) com capacidade instalada de 250 megawatts (MW), empreendimento vencedor do último Leilão de Reserva de Capacidade de Potência (LRCAP), promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A previsão é que a unidade entre em operação no segundo semestre de 2028.

Segundo a empresa, o projeto já obteve licença prévia do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e deverá gerar mais de mil empregos durante a fase de construção. No último dia 10 de julho, a Mercurio Partners firmou contrato com a empresa espanhola Guascor Energy para a compra de 208 motogeradores de 1,3 MW cada, em uma negociação de cerca de 100 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 590 milhões.

O CEO da Mercurio Partners, Alexandre Americano, afirmou que a companhia negocia parcerias com fornecedores locais e avalia o compartilhamento de infraestrutura com a Origem Energia, empresa que já atua na exploração de gás natural em Pilar. A intenção, segundo ele, é ampliar a presença da companhia no Nordeste por meio de novos projetos semelhantes ao que será implantado em Alagoas.

Além da nova usina, a Origem Energia desenvolve sete projetos de termelétricas no município. As usinas Pilar e Pilar Nova têm início de operação previsto para outubro de 2028, enquanto os projetos Manguaba I, II, III, IV e V devem entrar em funcionamento em agosto de 2029. Juntas, as unidades terão capacidade de aproximadamente 320 MW em 2028, com mais 50 MW incorporados no ano seguinte.

Paralelamente às termelétricas, a empresa avança na implantação da primeira unidade de Estocagem Subterrânea de Gás Natural (ESGN) do Brasil e da América Latina. O projeto utilizará reservatórios esgotados do Campo de Pilar para armazenar inicialmente 106 milhões de metros cúbicos de gás por ano, com possibilidade de expansão para até 500 milhões de metros cúbicos anuais. A expectativa é que a estrutura esteja disponível ao mercado ainda no segundo semestre de 2026.

Pilar também se consolidou como o principal polo de produção terrestre de petróleo do Nordeste. A Origem Energia adquiriu o Polo Alagoas da Petrobras por US$ 300 milhões, passando a operar uma área de aproximadamente 420 quilômetros quadrados, que reúne quatro campos terrestres, um campo em águas rasas, uma Unidade de Processamento de Gás Natural com capacidade de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia e uma malha de cerca de 480 quilômetros de dutos.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que três poços localizados em Pilar figuram entre os quatro mais produtivos do Brasil em operações terrestres, reforçando a importância estratégica do município para o setor energético nacional.


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