judiciário

AL: desembargador que fechou mês com R$ 96 teve média salarial de R$ 65 mil

“O resultado? Cheguei ao fim do mês ‘de boa’, ou seja, com um saldo positivo", disse
Assessoria
O desembargador Márcio Roberto Tenório
O desembargador Márcio Roberto Tenório

O desembargador Márcio Roberto de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), afirmou ter chegado ao fim do mês com R$ 96,10 na conta, após receber média líquida mensal de R$ 65.311,38 entre janeiro e julho deste ano.

O saldo foi divulgado pelo próprio magistrado nas redes sociais em 19 de agosto, um dia antes do recebimento do salário, segundo ele. O extrato da conta-salário no BRB mostrava R$ 161,83 negativos na conta corrente e R$ 257,93 disponíveis em aplicações.

Com a soma dos valores, o desembargador calculou ter R$ 96,10 disponíveis. “Cheguei ao fim do mês ‘de boa’, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10”, escreveu ao comentar a situação financeira apresentada no extrato.

Dados do Portal da Transparência do TJ/AL apontam que, de janeiro a julho, Márcio Roberto recebeu média de R$ 65.311,38 líquidos por mês. Conforme os números apresentados, os pagamentos líquidos do período ficaram acima do teto constitucional de R$ 46.366,19.

Em agosto, o desembargador recebeu R$ 70.082,99 líquidos, maior valor registrado por ele no ano até aquele momento. O pagamento ocorreu no mesmo mês da publicação em que o magistrado apresentou o saldo de R$ 96,10.

Ao divulgar o extrato, Márcio Roberto também defendeu a remuneração dos magistrados e afirmou que seus rendimentos são resultado de “muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra”. Ele disse que os vencimentos da categoria são alvo de críticas “maliciosas e inconsistentes”.

O desembargador também comentou os chamados “penduricalhos” e afirmou que essas verbas não fizeram parte de sua realidade financeira. “Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira”, declarou.


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