Justiça
Justiça condena 'Vitinho' a 13 anos de prisão por dopar e estuprar jovem
Daniela Alves também foi espancada e ficou com sequelas neurológicas permanentes
A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro e agressão contra a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. A sentença foi proferida pelo juiz Matheus de Miranda, da comarca de Taquarana, na sexta-feira, 28, e tornada pública nesta segunda-feira, 31, pela advogada da vítima.
O crime, ocorrido em dezembro de 2024 no município de Coité do Nóia, deixou a vítima com graves sequelas e foi praticado após a jovem deixar uma festa de confraternização na chácara pertencente à família do suspeito, localizada no Povoado Poção.
Maria Daniela foi dopada, espancada e sofreu uma tentativa de feminicídio por asfixia. Ela chegou a ser socorrida, ficou cinco dias em coma e sofreu sequelas neurológicas, além de traumatismo craniano. Hje, Daniela ainda precisa de ajuda de familiares para fazer atividades básicas.
A condenação foi anunciada pela advogada da vítima, Júlia Nunes, que declarou que a acusação irá recorrer da decisão por considerar a pena baixa para a gravidade dos danos causados à vida da jovem.
Vitinho ficou foragido por mais de um ano só foi preso em julho de 2026, na zona rural de Taquarana, também em Alagoas, após cooperação de familiares. O caso revelou investigações paralelas por lavagem de dinheiro envolvendo o núcleo familiar.
Segundo os autos do processo, após as agressões, Daniela foi levada por Vitinho para uma unidade de saúde desorientada, com marcas de sangue no vestido e na genitália, além de traumatismo craniano grave. Devido à gravidade do quadro ela foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou em coma por quatro dias. Após acordar do coma, ela continuou internada no hospital.
A Promotoria de Justiça de Taquarana informou que substâncias psicoativas foram encontradas no corpo da vítima. Entre as substâncias estão diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam, e prometazina. Uma delas, segundo o órgão, é conhecida pela utilização em crimes de natureza sexual.
O relatório médico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas na ocasião consta que a vítima apresentava sequelas neurológicas motoras e mentais, além de transtornos psiquiátricos decorrentes da violência que sofreu. Entre os transtornos estão estresse pós-traumático, ansiedade, síndrome do pânico e depressão.
Além disso, o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) comprova que vítima foi estuprada e, depois disso, apresentou atrasos cognitivos.



