Polícia
PC abre inquérito para esclarecer envolvimento do pai em morte de bebê
Criança chegou à unidade de saúde sem vida e com hematomas no município Senador Rui Palmeira
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) instaurou um inquérito para investigar a morte da bebê Anny Emanuelly Nunes da Silva, de dois meses, ocorrida no domingo, dia 30, no município de Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas. A criança deu entrada sem vida na unidade de saúde e o médico plantonista acionou a polícia ao verificar hematomas no corpo e uma fratura na perna da bebê. Daniel Nunes da Silva, de 19 anos, foi apontado como autor da agressão e está preso no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Santana do Ipanema, à disposição da Justiça.
Daniel Nunes é o principal suspeito pela agressão e homicídio de Anny Emanuelly. Ao chegarem à unidade de saúde, os pais da bebê chegaram a relatar que ela caiu da cama, mas a versão foi descartada em função da gravidade dos ferimentos. Na delegacia, a mãe denunciou Daniel Nunes pela agressão. A mãe da criança é menor de idade e foi liberada após o depoimento.
O caso é investigado pela 2ª Delegacia Regional de Santana do Ipanema. Segundo relato policial, uma equipe plantonista da Unidade de Atendimento ao Local de Crime foi informada de que uma bebê havia dado entrada em uma unidade de saúde de Senador Rui Palmeira sem movimentos respiratórios, sem pulso e com marcas de agressão pelo corpo.
A bebê chegou à unidade de saúde em uma ambulância do município, acompanhada dos pais. À Polícia Militar o pai da bebê teria confessado o crime. Confira a nota da Polícia Científica.
A Polícia Científica de Alagoas informa que, em relação ao caso envolvendo a morte de uma criança do sexo feminino, de dois meses de idade, recolhida em uma unidade de saúde do município de Senador Rui Palmeira, na noite do último domingo (30), não serão divulgadas, neste momento, informações acerca dos exames periciais realizados.A medida tem como objetivo preservar o sigilo necessário ao andamento das investigações, em respeito aos familiares e à memória da vítima, bem como em observância ao disposto no artigo 20 do Código de Processo Penal e às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).O laudo pericial encontra-se em fase de conclusão e, tão logo finalizado, será encaminhado às autoridades competentes, dentro dos prazos estabelecidos pela legislação vigente.



