NOVO JULGAMENTO

Caso de troca de bebês em Arapiraca volta ao TJAL após recurso do hospital

Hospital tenta mudar pontos da decisão judicial
Reprodução
Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca
Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca

O caso da troca de bebês ocorrida no Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca, terá um novo julgamento no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). O hospital apresentou um novo recurso após o Tribunal manter a sentença relacionada ao episódio ocorrido em fevereiro de 2022.

A nova movimentação foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira, 2. O recurso foi apresentado pela Sociedade Beneficente Nossa Senhora do Bom Conselho no processo que tem como parte contrária Maria Aparecida Josefa da Silva, mãe de uma das crianças.

O hospital pede que alguns pontos da decisão sejam novamente analisados. Entre eles estão a responsabilidade da instituição pela troca dos recém-nascidos e os critérios utilizados pela Justiça para definir o valor da indenização. Maria Aparecida se manifestou contra o recurso.

O desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza, relator do caso, determinou que o processo seja incluído em uma das próximas sessões de julgamento do TJAL. A publicação ainda não informa a data.

O caso ganhou repercussão nacional depois da descoberta de que dois bebês haviam sido trocados após o nascimento no hospital. Os gêmeos Guilherme dos Santos Silva e Gabriel dos Santos Silva nasceram em 21 de fevereiro de 2022. 

A troca somente foi descoberta cerca de dois anos depois, quando Débora Maria Ferreira Silva recebeu a foto de José Bernardo, criança que vivia com outra família, e percebeu uma forte semelhança com Gabriel.

Exames de DNA confirmaram posteriormente que José Bernardo era filho biológico de Débora e Suelson dos Santos Silva e irmão gêmeo de Gabriel. Em dezembro de 2025, o Hospital Regional foi condenado a pagar R$ 250 mil por danos morais. A sentença destinou R$ 100 mil para Débora, R$ 100 mil para Suelson e R$ 50 mil para Gabriel.

Na decisão, a Justiça concluiu que a troca aconteceu dentro do hospital e apontou falhas nos procedimentos de identificação dos recém-nascidos. Entre os problemas encontrados estavam a ausência de registros biométricos e um erro no prontuário médico, que registrava apenas um recém-nascido apesar do parto de gêmeos.

Leia mais sobre


Encontrou algum erro? Entre em contato