Turismo
Cruzeiros: Maceió terá mais de 30 escalas e estima receita de R$100 milhões
Temporada 2026/2027 deve trazer à capital mais de 100 mil turistas a partir de outubro
O Brasil se prepara para a nova temporada de cruzeiros, que começa no fim de outubro, com aumento de 24% na oferta de leitos em relação ao ciclo anterior. Segundo o Ministério do Turismo (MTur), serão mais de 831 mil vagas distribuídas em oito navios que vão operar na costa brasileira.
A temporada 2026/2027 contará com 675 escalas e 187 roteiros. A pasta estima que a estrutura deverá superar o impacto econômico do ciclo anterior, quando o setor movimentou R$ 4,28 bilhões na economia nacional. Em Maceió são esperadas mais de 26 escalas até setembro de 2027 e a visita de mais de 100 mil turistas. Segundo informações do Porto de Maceió, a estimativa é que a temporada de cruzeiros injete na economia mais de R$100 milhões.
O primeiro meganavio, o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros, e terá escala em Maceió no dia 13 de outubro. Será a primeira vez da companhia em águas brasileiras com 2.014 passageiros e 751 tripulantes.
“O turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras. É um setor que fortalece pequenos negócios e cria oportunidades em várias frentes", explicou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Uma das principais portas de entrada dos cruzeiros internacionais no país, o terminal da capital pernambucana será o responsável pelas boas-vindas aos meganavios da nova temporada.
Embora os turistas permaneçam no porto por apenas algumas horas antes de seguirem viagem, o ministro destacou que o retorno desses visitantes à região depende de esforços conjuntos do MTur e dos profissionais que atuam no setor turístico local.
Ainda de acordo com o MTur, alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem lideram a lista de serviços beneficiados pelos gastos de passageiros e tripulantes no fomento às economias locais. Nas cidades de escala, o gasto médio gerado por cada cruzeirista é de R$ 800,98. Já nos destinos de embarque e desembarque, em que a permanência e o consumo são maiores, a média chega a R$ 962,55 por passageiro.
O setor também traz benefícios para o mercado de trabalho. Na temporada 2025/2026, o segmento foi responsável pela criação de 64.529 postos de trabalho — dos quais 63.321 correspondem a empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva.



