JOAQUIM GOMES
MPF cobra providências para segurança em escola indígena de Alagoas
Órgão acompanha inclusão de famílias indígenas em programa rural
O Ministério Público Federal (MPF) realizou, na manhã desta sexta-feira (4), reunião por videoconferência para acompanhar duas demandas da comunidade indígena Wassu Cocal, em Joaquim Gomes (AL): a inclusão de famílias indígenas no novo ciclo do programa de fomento rural executado pela Emater e o andamento das providências para construção de muro de proteção em escola de educação infantil localizada no território.
A reunião foi conduzida pelo procurador da República Eliabe Soares e contou com representantes da comunidade indígena, da Associação Wassu Cocal, da Emater e do Município de Joaquim Gomes.
Fomento para famílias indígenas
Durante a reunião, a Emater informou que está em andamento a seleção das famílias que poderão ser atendidas no ciclo 2026/2027 do programa de fomento. A previsão para Joaquim Gomes é contemplar 51 famílias: dez de agricultores familiares não indígenas e 41 indígenas Wassu Cocal.
Segundo a Emater, cerca de 60 famílias indígenas estão na etapa de pré-seleção. O próximo passo será um trabalho de campo para identificar, entre elas, as 41 que se encontram mais aptas ao programa. A previsão é de que as atividades sejam iniciadas na próxima terça-feira (8), após reunião prévia com as famílias e representantes indígenas.
A medida representa um avanço em relação ao ciclo anterior, no qual a comunidade Wassu Cocal não chegou a ser contemplada. Desde então, o MPF vem acompanhando a situação e buscando superar os entraves que impediram o acesso dessas famílias indígenas à política pública.
Uma das providências necessárias era a atualização do Cadastro Único (CadÚnico). Na reunião desta sexta-feira, o Município de Joaquim Gomes informou que os cadastros foram atualizados junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e que encaminhará ao MPF a relação das famílias com as informações atualizadas.
Representantes indígenas relataram ainda que a própria comunidade participou do processo de organização e identificação das famílias prioritárias. Segundo Leandro, presidente da Associação Wassu Cocal, houve participação das lideranças e das mulheres da aldeia, com atenção especial às agricultoras em situação de vulnerabilidade. A associação também auxiliou na análise inicial e na organização da relação de famílias a serem avaliadas.
O MPF estabeleceu prazo de 40 dias para receber informações sobre o resultado desse processo e a consolidação das 41 famílias indígenas a serem atendidas.
Para o procurador da República Eliabe Soares, os avanços demonstram a importância do diálogo entre os órgãos públicos e a própria comunidade para assegurar que a política pública alcance quem mais precisa.



