segurança pública

MP investiga falta de sede e redução de viaturas na Patrulha Maria da Penha

Promotoria aponta que unidade está sem sede própria desde novembro de 2025
Divulgação
Viaturas da Patrulha Maria da Penha
Viaturas da Patrulha Maria da Penha

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento administrativo para apurar problemas estruturais e operacionais enfrentados pela Patrulha Maria da Penha. Entre as situações identificadas estão a ausência de sede própria, a sobrecarga de trabalho dos policiais militares e a redução do número de viaturas destinadas exclusivamente ao serviço.

A medida foi oficializada pela 18ª Promotoria de Justiça da Capital, por meio da Portaria nº 0018/2026, assinada nesta quinta-feira, 22, pela promotora Stela Valéria Soares de Farias Cavalcanti. Segundo o documento, a Patrulha Maria da Penha está sem sede própria desde novembro de 2025 e passou a desempenhar suas atividades administrativas em instalações improvisadas na Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello, em Maceió.

A portaria também aponta que os alojamentos dos policiais estão distribuídos entre a Academia de Polícia Militar e o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, situação que evidencia a ausência de uma estrutura física centralizada para a unidade.

Outro problema identificado pelo Ministério Público é a sobrecarga de trabalho, atribuída ao efetivo reduzido de militares que integram a Patrulha Maria da Penha. O órgão também constatou diminuição na quantidade de viaturas policiais destinadas exclusivamente às atividades da unidade.

Diante dessas condições, a promotoria decidiu converter uma notícia de fato em procedimento administrativo para dar continuidade à fiscalização da estrutura e das condições de funcionamento do serviço, responsável pelo acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica.

A investigação administrativa poderá resultar na abertura de inquérito civil ou no ajuizamento de ação civil pública, caso sejam identificadas irregularidades que justifiquem essas medidas. A portaria também prevê o arquivamento do procedimento caso nenhuma irregularidade seja constatada. O documento não informa o número de policiais e viaturas atualmente disponíveis nem estabelece prazo para a conclusão da apuração.

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