FRANCISCO BRENNAND
Obras de arte furtadas em Pernambuco foram vendidas para alagoanos, diz polícia
Peças foram vendidas como sucatas e depois fundidas em Alagoas
A Polícia Civil de Pernambuco informou, nesta segunda-feira, 15, que as obras de arte furtadas no Parque das Esculturas Francisco Brennand, no Bairro do Recife, em Pernambuco, foram todas despedaçadas para serem vendidas como sucatas para compradores de Alagoas.
De acordo com a polícia, no total, dez pessoas foram indiciadas, das quais cinco foram presas por furto qualificado e associação criminosa; dois adolescentes foram responsabilizados por atos infracionais análogos ao crime de furto; e os dois donos das sucatas, por receptação qualificada.
Durante a coletiva de imprensa que divulgou detalhes sobre a Operação Serpente Marinha, o delegado seccional de Boa Viagem, Felipe Monteiro, explicou como se deu a ação do furto. Ele afirmou que a ação ocorreu de madrugada e que os envolvidos fugiram do local através de duas baiteras (pequenos barcos de pesca).
Moradores do bairro de Brasília Teimosa e do Pina, na Zona Sul, os suspeitos foram de carroça até uma sucata no bairro de Afogados, localizado na Zona Oeste, onde venderam a parte de cobre das obras de arte. De lá, o dono revendeu para uma sucata maior de Paulista e, por fim, foi vendido para compradores do estado de Alagoas.
“A investigação mostrou que eles usaram baiteras para facilitar a locomoção do produto do furto do Parque das Esculturas até a margem. Depois usaram carroça para levar até os estabelecimentos comerciais”, contou o delegado. Monteiro ainda disse que não dá para saber se os comerciantes sabiam que o produto era furtado, no entanto, eles serão penalizados.
"Elas foram vendidas para o estabelecimento do Recife, e, depois, repassou para um estabelecimento maior na cidade Paulista e depois, ele foi vendido para o Estado de Alagoas. E agora não temos mais conhecimento porque os objetos foram fundidos e nesse momento acaba nossa competência. Mas já acionamos as autoridades do Estado para que também eles possam investigar o crime”, completou.
Atualmente, restam apenas pouco mais de 10 peças no parque. Em 4 de dezembro, ocorreu o último furto: o da serpente de bronze, peça com 20 metros de comprimento e 1,5 metro de altura. A serpente inclusive deu nome à operação policial, que resultou no indiciamento das nove pessoas.
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