Mistério

Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal, 15 anos após crime

Documento foi achado em apartamento em Lisboa e entregue ao consulado brasileiro
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 05/01/2026 - 19:05
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Reprodução / Léo Dias TV
Suposto passaporte de Eliza Samudio, morta em 2010
Suposto passaporte de Eliza Samudio, morta em 2010

Quinze anos após um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil, o caso Eliza Samudio voltou ao centro das atenções. Um passaporte antigo em nome da modelo, assassinada em 2010, foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Lisboa, capital de Portugal. A informação foi revelada pelo portal LeoDias nesta segunda-feira, 5.

Segundo a reportagem, o documento estava em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas, entre livros dispostos em uma estante do imóvel. O passaporte seria original e não teria segunda via emitida, conforme apuração do veículo.

O homem que encontrou o documento preferiu não se identificar e foi tratado como “José”. Ele relatou que divide o apartamento com a esposa, a filha e outros moradores. Ao retornar de uma temporada de trabalho fora do país, decidiu folhear um livro da sala e se deparou com o passaporte.

“Quando encontrei o documento e vi de quem era, fiquei em choque. Pela foto, eu já sabia quem era a dona”, afirmou ao portal LeoDias.

Conforme a reportagem, o passaporte possui apenas um carimbo de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem registro de saída. Apesar disso, há provas de que Eliza Samudio estava no Brasil após essa data, já que o crime ocorreu em território nacional, em 2010.

O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, acompanhado pela equipe do portal. Em nota, o consulado informou que comunicou oficialmente o Itamaraty, em Brasília, e aguarda orientações sobre os próximos procedimentos.

“O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado”, diz o comunicado.

Em entrevista, José levantou um questionamento que resume o impacto da descoberta. “Quem seria capaz de entrar no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”, questionou, acrescentando que prefere cautela. “Deixo para as autoridades investigarem, para não ser injusto com ninguém.”

O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, mas o corpo da vítima nunca foi localizado.


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