POLÍCIA

Caso Rodrigo Castanheira: o que se sabe sobre a morte do adolescente no DF

Investigação apura agressões após discussão; suspeito segue preso na Papuda
Por Redação 08/02/2026 - 08:24
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Reprodução
Rodrigo Castanheira morreu após ser agredido em Vicente Pires
Rodrigo Castanheira morreu após ser agredido em Vicente Pires

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi confirmada neste sábado, 7, pelo delegado Pablo Aguiar, responsável pela investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal. O jovem não resistiu às agressões sofridas em Águas Claras, no DF, e o caso segue em apuração.

Rodrigo foi atacado durante uma discussão com o piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Segundo a Polícia Civil, o desentendimento começou após um comentário feito pelo adolescente sobre um chiclete que o suspeito teria jogado em um colega da vítima. Após a discussão, o piloto desceu do carro e iniciou as agressões.

Durante o ataque, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo, sofreu traumatismo craniano e entrou em parada cardiorrespiratória por cerca de 12 minutos. Ele foi socorrido em estado gravíssimo, permaneceu internado em coma induzido e ficou hospitalizado até a confirmação da morte, neste sábado, 7.


Inicialmente, o caso era investigado como lesão corporal gravíssima. Com a morte do adolescente, a Polícia Civil informou que a tipificação do crime deve ser reclassificada para homicídio culposo.

Pedro Arthur Turra Basso chegou a ser preso um dia após o episódio, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Posteriormente, diante da suspeita de tentativa de interferência nas investigações, ele voltou a ser detido e permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda, aguardando o andamento do processo.

Além do episódio que resultou na morte de Rodrigo Castanheira, o suspeito é investigado por outras três ocorrências registradas em 2025 no Distrito Federal. Entre elas estão uma denúncia por fornecimento de bebida alcoólica a uma adolescente de 17 anos, uma acusação de lesão corporal em uma praça de Águas Claras e outro registro de agressão e constrangimento ilegal.

A Polícia Civil segue reunindo depoimentos e provas para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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