VIOLÊNCIA

Saiba quem era a professora morta por aluno em faculdade de Rondônia

Docente de Direito Penal teve trajetória marcada por estudos e atuação pública
Por Redação 08/02/2026 - 09:40
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Reprodução/Redes sociais
Juliana Mattos de Lima Santiago tinha 41 anos e lecionava Direito Penal
Juliana Mattos de Lima Santiago tinha 41 anos e lecionava Direito Penal

A professora de Direito Penal Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular de Porto Velho (RO), construiu uma trajetória marcada pela dedicação aos estudos, à carreira pública e ao ensino superior. O crime ocorreu na sexta-feira, 6, e causou comoção dentro e fora do meio acadêmico.

Juliana também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia e era reconhecida por colegas e amigos como uma profissional estudiosa, doce e extremamente comprometida com o trabalho. Além da carreira jurídica, mantinha forte vínculo com a Bahia, estado onde cresceu e construiu parte significativa de sua formação pessoal e acadêmica.

Ainda na infância, mudou-se do Rio de Janeiro para Salvador (BA) com a família. Na capital baiana, estudou no Colégio Antônio Vieira e se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal). A instituição de ensino publicou uma nota de pesar nas redes sociais, lembrando a ex-aluna e destacando a importância do cuidado com a vida e com as relações humanas.

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Durante a trajetória profissional, Juliana manteve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) até 2016. No estado, participou de seleções e concursos públicos, alcançando, em 2007, o terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública da Bahia. Ela também foi aprovada em prova prática para atuar como consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador.

Após aprovação em concurso público, Juliana mudou-se para Rondônia. Inicialmente viveu em Vilhena, no interior do estado, antes de se estabelecer em Porto Velho. Na capital rondoniense, passou a conciliar o trabalho na Polícia Civil com a docência universitária na área de Direito Penal.

Nas redes sociais, amigos e colegas destacaram uma rotina intensa, dividida entre trabalho, estudos e viagens para rever familiares. As homenagens ressaltam o carinho, a generosidade e o compromisso de Juliana com a profissão e com as pessoas ao seu redor.

“Um lugar que deveria ser seguro virou cenário de uma tragédia”, escreveu uma amiga. Outras mensagens expressam choque, dor e incredulidade diante do crime, além de despedidas e orações em memória da professora.

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