ECONOMIA

Empresas alagoanas perdem clientes por não aparecer no Google

Nordeste responde por apenas 5,5% das vendas online do Brasil
27/02/2026 - 22:17
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Empresas alagoanas perdem clientes para concorrentes de outras capitais por não aparecer no Google
Empresas alagoanas perdem clientes para concorrentes de outras capitais por não aparecer no Google

Uma loja de materiais de construção em Maceió, um escritório de contabilidade em Arapiraca, uma clínica veterinária no bairro Farol. Negócios com clientela estabelecida, boa reputação na comunidade e estrutura para atender bem. E, ao mesmo tempo, invisíveis para qualquer pessoa que abra o Google e busque pelo serviço que oferecem.

Esse é o cenário de boa parte das pequenas e médias empresas alagoanas em 2025. A presença digital existe: têm Instagram, às vezes um site básico, talvez uma ficha no Google Meu Negócio. Mas a visibilidade orgânica, aquela que coloca o negócio nas primeiras posições quando o cliente está ativamente buscando o produto ou serviço, simplesmente não existe.

O resultado aparece nos dados. O Nordeste, onde Alagoas está inserida, responde por apenas 5,5% das vendas online do Brasil, segundo levantamento do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional vinculado ao Ministério do Desenvolvimento.

O Sudeste, por sua vez, concentra 77,2% de tudo que é vendido pela internet no país. A diferença não reflete apenas o tamanho das economias regionais. Reflete também a diferença de investimento em estratégias digitais, especialmente em SEO e autoridade de domínio.

O problema que a maioria das empresas locais não consegue ver

Quando uma empresa de São Paulo investe em SEO e em construção de autoridade de domínio, ela não compete apenas com empresas paulistanas. Ela passa a aparecer em buscas nacionais e, nos casos de serviços que podem ser prestados remotamente, começa a capturar clientes em todo o Brasil, incluindo Maceió e Alagoas.

Isso significa que um escritório de advocacia especializado em direito trabalhista que opera a partir de São Paulo pode aparecer nas primeiras posições do Google quando um empresário maceioense busca por consultoria jurídica.

Um contador digital do Paraná pode capturar clientes alagoanos que buscam serviços de contabilidade online. E uma empresa de marketing de Belo Horizonte pode estar atendendo clientes de Alagoas que buscam serviços que existem localmente, mas que simplesmente não aparecem na busca.

O mecanismo por trás disso é o que os especialistas em SEO chamam de autoridade de domínio. Sites com mais links apontando para eles a partir de fontes confiáveis, como portais de notícias, publicações relevantes e sites com alto tráfego, ganham mais relevância nos algoritmos de busca.

É uma das variáveis mais importantes para o posicionamento orgânico no Google, e é exatamente nesse ponto que a maioria das empresas do Nordeste fica para trás.

O que é link building e por que ele define quem aparece no Google

Link building é a prática de construir uma rede de links externos apontando para o site de uma empresa a partir de outros sites relevantes. Para o Google, cada link de um site de qualidade funciona como uma espécie de endosso: indica que aquele domínio é uma fonte confiável e relevante sobre determinado tema.

Quanto mais links de qualidade um site acumula, mais o algoritmo o considera relevante, e maior a tendência de aparecer nas primeiras posições quando alguém busca por termos relacionados ao negócio.

É por isso que empresas que investem em link building consistentemente tendem a dominar os resultados orgânicos em seus segmentos, enquanto concorrentes sem essa estratégia ficam empurrados para páginas que ninguém visita.

A lógica é simples, mas a execução exige método. Não basta qualquer link: um link de um portal de notícias com alto tráfego vale muito mais do que dezenas de links de sites sem relevância. E conseguir esses links de qualidade requer relacionamento com editores, produção de conteúdo relevante e uma estratégia consistente ao longo do tempo.

Por que empresas alagoanas têm mais dificuldade nessa disputa

O mercado de SEO e link building no Brasil ainda é muito concentrado. As agências especializadas estão, em sua maioria, em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais do Sudeste e Sul, o que historicamente criou uma assimetria no acesso a essas estratégias por parte de empresas do Norte e Nordeste.

Esse cenário, no entanto, começa a mudar. Goiânia vem se consolidando como um novo polo do marketing digital brasileiro, impulsionado pelo crescimento acelerado da cidade, pela posição geográfica centralizada no país e pela migração de profissionais e empresas que buscam qualidade de vida, segurança e custo operacional mais competitivo do que nas grandes capitais do Sudeste. É de lá que surgem novas agências especializadas em link building no Brasil, com estrutura para atender empresas de qualquer região do país e romper a concentração histórica do setor.

Uma empresa de Maceió que decidia investir em SEO alguns anos atrás tinha poucas opções de referência local e muitas vezes contratava serviços de qualidade duvidosa ou pagava preços desproporcionais para agências de outros estados que não entendiam as particularidades do mercado regional.

Esse cenário vem mudando com a expansão do mercado digital brasileiro e com o surgimento de agências especializadas que atendem empresas de todo o país de forma remota. O acesso a estratégias profissionais de link building já não é exclusividade das grandes capitais, e esse é exatamente o ponto de virada que muitas empresas alagoanas ainda precisam aproveitar.

A diferença entre ter um site e ter um site que aparece

Ter um site em 2025 é condição mínima, não diferencial. O que determina se aquele site vai gerar clientes ou ser apenas uma página estática que ninguém visita é a estratégia digital que existe por trás dele

Um site bem estruturado, com conteúdo relevante e uma estratégia consistente de link building, começa a aparecer nas primeiras posições do Google para as buscas que interessam ao negócio. Isso gera tráfego orgânico, que é aquela visita que chega sem custo de mídia paga, porque o usuário encontrou o site naturalmente na busca. Esse tráfego tende a ter intenção de compra alta, porque a pessoa estava ativamente procurando por aquilo que a empresa oferece.

A diferença de resultado entre uma empresa que investe nessa estratégia e uma que não investe fica cada vez mais evidente ao longo do tempo. SEO é um ativo que se acumula: um domínio que constrói autoridade por dois ou três anos tende a manter suas posições mesmo que o investimento mensal seja reduzido.

Um domínio que nunca construiu autoridade precisa começar do zero quando decide competir organicamente.

Como empresas de Alagoas podem reverter esse quadro

O primeiro passo é entender que a disputa pelo Google não é local: ela é nacional, e quem não participa dela automaticamente cede espaço para concorrentes de outros estados que estão investindo.

O segundo passo é estruturar uma estratégia de SEO que vá além do básico, com foco em construção de autoridade de domínio por meio de links de qualidade. Isso envolve identificar os portais e publicações relevantes no segmento de cada empresa, produzir conteúdo que essas publicações queiram veicular e transformar cada publicação em um link que reforce a relevância do domínio nos algoritmos de busca.

Empresas que querem entender como estruturar essa estratégia podem recorrer a especialistas em link building que trabalham com portais de alta autoridade no Brasil.

A QMIX, por exemplo, é uma agência que oferece serviços nessa área e que pode ajudar empresas alagoanas a comprar link building de forma estratégica, com publicações em portais de relevância nacional que constroem autoridade de domínio de maneira consistente e duradoura.

O custo de não fazer nada

Cada mês que passa sem uma estratégia de SEO e link building é mais um mês em que concorrentes de outras cidades e estados constroem autoridade enquanto os domínios locais ficam parados.

E autoridade de domínio não se constrói da noite para o dia: é um ativo que leva meses para se desenvolver e que, uma vez consolidado, é muito difícil de ser revertido pelos concorrentes.

Para as empresas alagoanas que ainda estão fora dessa disputa, a boa notícia é que ainda há espaço para entrar e construir posições sólidas em muitos segmentos. Mas quanto mais tempo essa decisão demora, maior o gap que precisa ser recuperado. O mercado digital não espera. E o Google não favorece quem hesita.


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