Congresso Nacional
Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
Decisão foi tomada após questionamentos da base governista sobre a contagem de votos
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), recusou nesta terça-feira, 3, o pedido para anular a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovada pela CPMI do INSS no último dia 26 de fevereiro.
A decisão foi tomada após questionamentos da base governista sobre a contagem de votos realizada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana. Segundo aliados do governo, 14 parlamentares teriam votado contra o requerimento, e não apenas sete, como anunciado.
Alcolumbre afirmou que, mesmo considerando os 14 votos contrários, o número não seria suficiente para formar maioria. De acordo com ele, com 31 parlamentares presentes, seriam necessários ao menos 16 votos para derrubar a decisão.
A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal. Nesse modelo, os parlamentares favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários precisam se manifestar levantando a mão ou se levantando. Caso não haja manifestação, o voto é computado como favorável.
Após a proclamação do resultado, houve confusão e empurra-empurra na comissão. Parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar, e a situação evoluiu para troca de agressões. Entre os envolvidos estavam os deputados Rogério Correia, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que a base não recorrerá da decisão, destacando que o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, já havia autorizado a quebra de sigilos.
Em entrevista à GloboNews, Carlos Viana afirmou que seguiu o regimento da Casa e que a votação respeitou as normas estabelecidas pela secretaria da comissão. Já o deputado Paulo Pimenta classificou o procedimento como irregular e defendeu a anulação do resultado, pedido negado por Alcolumbre.



