Eleições 2026
Quaest testa Lula x Flávio Bolsonaro sob impacto do caso Master
Pesquisa nacional ouvirá 2.004 eleitores e também medirá confiança no STF
A consultoria Quaest iniciou nesta sexta-feira, 6, uma nova rodada de pesquisa nacional para medir as intenções de voto para a Presidência da República. O levantamento será realizado presencialmente com 2.004 eleitores até a próxima segunda-feira, 9, e os resultados estão previstos para serem divulgados na quarta-feira, 11.
Encomendado pelo banco Genial, o estudo teve custo de R$ 466 mil e marca a terceira pesquisa realizada pelo instituto neste ano sobre o cenário eleitoral para o Palácio do Planalto.
A coleta de dados ocorre em meio a um ambiente de forte disputa política em Brasília. Investigações relacionadas ao Banco Master e à Operação Compliance Zero passaram a atingir nomes ligados ao sistema financeiro e produziram reflexos no debate político nacional.
Ao mesmo tempo, o governo enfrenta desgaste com o avanço das apurações sobre o esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS. O caso ganhou novos contornos após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além das intenções de voto, o questionário também inclui perguntas sobre a percepção do eleitorado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os pontos abordados estão o nível de confiança da população na Corte, a avaliação sobre o papel do tribunal na preservação da democracia e a opinião dos eleitores sobre a importância de candidatos ao Senado assumirem compromisso com eventuais processos de impeachment de ministros do STF.
Na simulação anterior, em que o presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareciam juntos, Lula registrava 35% das intenções de voto, enquanto o parlamentar tinha 29%.
Na avaliação do governo, o levantamento apontou um cenário dividido: 49% dos entrevistados desaprovavam a gestão do presidente, enquanto 45% declaravam aprovação.



