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CPMI do INSS rejeita relatório que pedia prisão de Lulinha

Documento previa indiciamento de 216 pessoas e foi derrotado por 19 votos a 12
Por Redação 28/03/2026 - 08:15
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Assessoria
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS
Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado, 28, o relatório final que pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o indiciamento de 216 pessoas. O placar foi de 19 votos contrários e 12 favoráveis.

O relatório foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto também incluía pedidos de indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e de outros investigados.

Durante a votação, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deixou o cargo temporariamente para participar da sessão. Ele substituiu a senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que votaria a favor do relatório.

O documento também recomendava o indiciamento de ex-ministros dos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os citados estavam José Carlos Oliveira e Carlos Lupi.

O texto solicitava a decretação da prisão preventiva de Lulinha, sob argumento de indícios de evasão. O relator considerou que o empresário teria deixado o Brasil com destino à Espanha durante a operação da Polícia Federal. Lulinha reside em Madri e esteve no Brasil no fim do ano passado.

Segundo o relatório, a CPMI identificou um esquema com descontos não autorizados em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por meio de entidades que simulavam vínculos associativos com beneficiários.

O presidente da CPMI, Carlos Vianna (Podemos-RJ), afirmou que os envolvidos serão responsabilizados pela comissão ou pelo Supremo Tribunal Federal.

O relatório foi apresentado após a filiação de Alfredo Gaspar ao PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, que participou da articulação política em torno do documento.


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