decisão
CPMI do INSS rejeita relatório que pedia prisão de Lulinha
Documento previa indiciamento de 216 pessoas e foi derrotado por 19 votos a 12
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado, 28, o relatório final que pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o indiciamento de 216 pessoas. O placar foi de 19 votos contrários e 12 favoráveis.
O relatório foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto também incluía pedidos de indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e de outros investigados.
Durante a votação, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deixou o cargo temporariamente para participar da sessão. Ele substituiu a senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que votaria a favor do relatório.
O documento também recomendava o indiciamento de ex-ministros dos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os citados estavam José Carlos Oliveira e Carlos Lupi.
O texto solicitava a decretação da prisão preventiva de Lulinha, sob argumento de indícios de evasão. O relator considerou que o empresário teria deixado o Brasil com destino à Espanha durante a operação da Polícia Federal. Lulinha reside em Madri e esteve no Brasil no fim do ano passado.
Segundo o relatório, a CPMI identificou um esquema com descontos não autorizados em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por meio de entidades que simulavam vínculos associativos com beneficiários.
O presidente da CPMI, Carlos Vianna (Podemos-RJ), afirmou que os envolvidos serão responsabilizados pela comissão ou pelo Supremo Tribunal Federal.
O relatório foi apresentado após a filiação de Alfredo Gaspar ao PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, que participou da articulação política em torno do documento.



