MUDANÇA

Juízes pedem mais tempo para se adaptar à limitação de penduricalhos

Entidades alegam dificuldades e solicitam 30 dias após análise de recursos
Por Redação 27/04/2026 - 20:55
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Reprodução
Supremo Tribunal Federal analisa pedido de juízes para ampliar prazo de aplicação das novas regras salariais
Supremo Tribunal Federal analisa pedido de juízes para ampliar prazo de aplicação das novas regras salariais

Entidades que representam magistrados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para a aplicação das novas regras que limitam os chamados penduricalhos, que verbas adicionais que permitem salários acima do teto do funcionalismo público.

O pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 27, pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que afirma atuar em nome de outras organizações ligadas à magistratura e ao Ministério Público. No documento, as entidades solicitam a suspensão temporária da decisão do tribunal até que sejam esclarecidos pontos do julgamento.

Segundo a AMB, tribunais de todo o país enfrentam dificuldades para cumprir imediatamente o entendimento definido pela Corte. Por isso, a associação pede que seja concedido um prazo mínimo de 30 dias após a análise de eventuais recursos, conhecidos como embargos de declaração.


“O que é certo é que os tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão sem risco de violar direitos dos magistrados”, afirma um trecho do pedido encaminhado ao STF.

No julgamento realizado em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal determinou novas regras para o pagamento de vantagens adicionais a magistrados e membros do Ministério Público.

Pelo entendimento da Corte, a soma dessas verbas não poderá ultrapassar 70% do valor do salário. O limite foi dividido em duas parcelas de até 35% cada.

Uma delas corresponde às chamadas verbas indenizatórias, que incluem pagamentos como diárias, ajuda de custo para remoção, gratificação de magistério, atuação em comarcas de difícil provimento, férias não gozadas e acúmulo de jurisdição.

A outra parcela refere-se ao adicional por tempo de serviço, pago como valorização pela antiguidade na carreira, com acréscimo de 5% a cada cinco anos de atuação, limitado a 35 anos.

Com a soma dessas vantagens, o valor adicional pode chegar a R$ 32.456,32. Assim, a remuneração mensal de um magistrado poderia alcançar até R$ 78.822,32, caso o servidor receba o teto do funcionalismo.

As entidades também solicitaram que o eventual adiamento das novas regras não suspenda o pagamento da parcela relacionada ao tempo de serviço na magistratura.

Segundo o documento, a manutenção desse benefício ajudaria a reduzir impactos na estrutura remuneratória da categoria. A associação afirma ainda que a suspensão de pagamentos retroativos já provocou queda significativa nos rendimentos de magistrados aposentados e pensionistas.

Outro argumento apresentado é que diversos tribunais estão em fase final de elaboração das folhas de pagamento, o que tornaria urgente a análise do pedido pelo Supremo.

Até a última atualização do caso, o Supremo Tribunal Federal ainda não havia se manifestado sobre a solicitação das entidades.


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