Seu Bolso!
Planos de saúde coletivos devem ter aumento entre 8% e 11% em 2026
ANS afirma que os percentuais são definidos pelas operadoras conforme regras contratuais
Projeções de consultorias apontam aumentos médios entre 8% e 11% neste ano para os planos de saúde coletivos, segundo publicação da Folhapress. O patamar é próximo ao observado em 2025 (11,15%) e abaixo do pico registrado em 2023 (14,14%). Ainda assim, os índices seguem acima da expectativa de inflação geral —estimada em 4,86% pelo último boletim Focus.
À Folhapress, Marcio Tosi, vice-presidente de benefícios corporativos da Acrisure Brasil disse que o esforço trouxe sensível melhoria nos resultados e, consequentemente, possibilitou índices menores nos anos seguintes. "Também é preciso ressaltar os investimentos contínuos em tecnologia, principalmente voltados ao combate às fraudes, bem como a ampliação dos programas de gerenciamento e monitoramento de pacientes crônicos”, afirmou.
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), responsável pela regulação do setor, afirma que não faz projeções para reajustes de planos coletivos. Segundo a agência, os percentuais são definidos pelas operadoras conforme regras contratuais e características de cada plano.
No caso dos planos individuais e familiares, o índice máximo de reajuste é estabelecido anualmente pela ANS. A agência também diz monitorar os aumentos, especialmente nos contratos coletivos, com base na análise dos comunicados de reajuste enviados pelas operadoras ao órgão regulador.
Gustavo Ribeiro, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), que representa a maioria das empresas de saúde suplementar, afirma que, no setor, há um trabalho contínuo para buscar reajustes mais equilibrados, com foco em reduzir o impacto para os beneficiários sem comprometer a qualidade assistencial. “Ganhos de eficiência, melhor gestão e organização do cuidado contribuem para esse processo”, diz.



