Justiça

Advogado deixa defesa de Daniel Vorcaro no caso do Banco Master

José Luis Oliveira Lima era responsável pela negociação de delação premiada
Reprodução
As primeiras fotos de Daniel Vorcaro na prisão
As primeiras fotos de Daniel Vorcaro na prisão

O advogado José Luis Oliveira Lima deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesta mesma semana, a Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro. Conforme o g1, segue na defesa do ex-banqueiro o advogado Sérgio Leonardo, que conhece e é próximo de Vorcaro desde a juventude.

Chamado de Juca, o então responsável pela defesa é reconhecido por seu êxito em acordos de delação premiada em casos de grande repercussão. Ele atuou no caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava-Jato.

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro agia para proteger os seus aliados e não teria informações novas para delatar, por isso a decisão de rejeitar a proposta.

Na quinta-feira (21), a defesa pediu a transferência do banqueiro de uma cela na Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como "Papudinha".

Conforme os advogados de Vorcaro, as condições do local em que o empresário está sob custódia na PF não estariam adequadas.

Preso na Superintendência

Na segunda-feira (18), Vorcaro foi transferido internamente para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal.

Com isso, ele passou a ser submetido às regras do normativo interno da PF para a visita de advogados. Essas regras permitem duas visitas por dia por um período de meia hora.

Antes, ele estava alocado em uma sala de Estado-Maior que havia sido reformada para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro no cumprimento de sua prisão. Vorcaro ficou no local para trabalhar na sua proposta de delação premiada com os seus advogados e passava quase o dia inteiro reunido com eles.

A PF já havia solicitado a André Mendonça que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio, sob o argumento de que as condições dele na Superintendência alteravam e afetavam a rotina da administração.

O STF ainda deve analisar um pedido da PF para que o banqueiro retorne para o presídio federal em Brasília, onde ele estava antes de ser transferido para a Superintendência.


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