Suspeita em São Paulo
Hospital revela se paciente contraiu ebola: veja o resultado
Surto na República Democrática do Congo e em Uganda soma 134 casos confirmados
Um exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz descartou a presença do vírus ebola em um homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O paciente, imigrante da República Democrática do Congo, segue hospitalizado em isolamento após ter meningite meningocócica confirmada.
As informações iniciais são do g1. De acordo com o Instituto Adolfo Lutz, a amostra coletada do paciente não apresentou material genético do vírus ebola. A suspeita havia sido investigada em razão do histórico recente de viagem à República Democrática do Congo e da presença de sintomas compatíveis com a doença.
Mesmo com o resultado negativo para ebola, representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde e do Emílio Ribas se reuniram na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, para avaliar se será necessário realizar um exame de contraprova. Até a publicação das informações originais, a decisão ainda não havia sido divulgada.
O paciente está internado na unidade de referência sob protocolos de biossegurança. Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, ele havia sido atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento, onde apresentou febre alta e resultados inconclusivos para malária.
Segundo o Ministério da Saúde, a suspeita foi levantada pela combinação entre o quadro clínico apresentado e o deslocamento recente por área com transmissão da doença. Ao chegar ao instituto, o homem estava em estado grave, com diarreia, desorientação e piora clínica acelerada, quadro que levou à necessidade de intubação.
O infectologista Raulcion Teixeira, do Emílio Ribas, acompanha o caso. De acordo com as informações divulgadas, o paciente recebe tratamento com antibióticos e hidratação. Pessoas que tiveram contato com ele durante o voo e na UPA também estão sendo monitoradas pelas autoridades de saúde.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que a avaliação técnica aponta risco muito baixo de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão local do vírus no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença.
O ebola é transmitido por contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas. Segundo a secretaria, o maior risco ocorre especialmente nas fases mais avançadas da doença, quando os sintomas são severos.
Entre os sintomas associados ao ebola estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. A Organização Mundial da Saúde classifica a doença como rara, mas grave em humanos, com potencial de letalidade elevado.
A Secretaria Estadual da Saúde ressaltou que o paciente foi incluído no protocolo preventivo por apresentar febre e por ter circulado recentemente em país com áreas de transmissão. O isolamento, segundo as orientações sanitárias, é uma medida prevista em casos suspeitos para reduzir qualquer risco de disseminação.



