SAÚDE
Febre do Nilo Ocidental: como a doença é transmitida, sintomas e prevenção
Doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados e pode causar complicações neurológicas
Quatro casos de Febre do Nilo Ocidental foram confirmados no Brasil nesta semana, sendo dois em Santa Catarina e dois em São Paulo. Uma idosa de 77 anos morreu em Imbituba (SC) após desenvolver complicações neurológicas.
A doença é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. O ciclo envolve aves silvestres, que podem contaminar os insetos ao serem picadas.
Como é transmitida?
A principal forma de transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, principalmente pernilongos. Humanos e cavalos infectados não transmitem a doença diretamente para outras pessoas.
Casos mais raros podem ocorrer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e durante a gestação, da mãe para o feto.
Quais são os sintomas?
- A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% desenvolvem manifestações leves, como:
- Febre;
Mal-estar;
Náuseas e vômitos;
Dor de cabeça e muscular;
Dor nos olhos;
Manchas vermelhas na pele;
Aumento dos linfonodos.
Nos casos graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, encefalite e paralisia, além de alterações do estado mental.
Como prevenir?
Não há vacina disponível para humanos. Para reduzir o risco de infecção, as principais recomendações são:
- Usar repelente;
Colocar telas em portas e janelas;
Evitar água parada;
Manter os ambientes limpos;
Não entrar em contato com animais mortos.
Casos no Brasil
Em Santa Catarina, os dois casos foram registrados em Imbituba e Caçador. A paciente de 77 anos morreu, enquanto o homem de 56 anos recebeu alta.
Em São Paulo, os casos foram registrados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Uma mulher de 34 anos se recuperou e uma adolescente de 18 anos permanece internada.
As autoridades investigam a origem das infecções e a possível circulação do vírus nas regiões.



