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Vorcaro: Pagamento à esposa de Moraes era o “mais importante”, diz site

Mensagens do fundador do Banco Master constam em relatório da PF tornado público nesta terça-feira
Reprodução
Vorcaro reclamou a sócio que pagamento não foi feito para escritório de esposa de Moraes: 'Contrato mais importante que temos'
Vorcaro reclamou a sócio que pagamento não foi feito para escritório de esposa de Moraes: 'Contrato mais importante que temos'

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou a funcionários que o pagamento ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, era o “mais importante” entre os contratos do banco, segundo o site G1.

As mensagens constam em um relatório da Polícia Federal (PF) tornado público nesta terça-feira, 1º, após decisão do ministro André Mendonça. O documento foi elaborado a partir de dados extraídos de um dos celulares de Vorcaro.

“Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso”, escreveu o banqueiro ao sócio Angelo Silva. Na sequência, afirmou: “Contrato mais importante que temos. Te pedi para não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”.

Cobranças pelo pagamento

Segundo a PF, a primeira cobrança registrada ocorreu em 8 de fevereiro de 2024, quando Vorcaro conversou com o cunhado, Fabiano Zettel, sobre a data do primeiro pagamento previsto no contrato. No mesmo dia, o banqueiro enviou um comprovante de transferência de R$ 3,4 milhões para o escritório.

Em março daquele ano, o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria (PP) também cobrou Vorcaro sobre o pagamento. Segundo o relatório, Faria teria sido responsável pelo primeiro contato entre Moraes e o banqueiro.

“O careca não pode atrasar”, escreveu Faria.

Depois, Vorcaro voltou a cobrar o sócio responsável pelos pagamentos. Também orientou uma funcionária a não deixar o depósito atrasar.

“Esse Barci Moraes, por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”, escreveu.

A funcionária respondeu que faria o pagamento. Vorcaro ainda pediu que ela acompanhasse o compromisso mensalmente e afirmou que o escritório poderia ser pago “sem nota” e “do jeito que for”.

Vorcaro pediu restrição de acesso ao contrato

Em abril de 2025, mais de um ano após as primeiras cobranças, Vorcaro voltou a questionar o sócio sobre o contrato e perguntou quem tinha acesso ao documento.

“Vc pegar e não deixar ninguém ter acesso a isso”, escreveu o banqueiro.

Em outubro de 2025, o superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master, Alberto Felix, informou que havia realizado outro pagamento ao escritório.

Vorcaro perguntou se o pagamento havia sido feito por Pix e, ao receber a confirmação, respondeu: “não é bom”.


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