PANDEMIA

Secretários de Saúde pedem toque de recolher nacional das 20h às 6h

Por Metrópoles 01/03/2021 - 17:32
Atualização: 01/03/2021 - 17:40
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Agencia Brasil
São Paulo, durante a quarenta na primeira onda da pandemia
São Paulo, durante a quarenta na primeira onda da pandemia

Os secretários estaduais de Saúde divulgaram uma carta em que criticam como o governo federal está enfrentando a segunda onda de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Eles também defendem, no documento, um toque de recolher nacional das 20h às 6h e durante os fins de semana.

“O Brasil vivencia, perplexo, o pior momento da crise sanitária provocada pela Covid-19. Os índices de novos casos da doença alcançam patamares muito elevados em todas as regiões, estados e municípios”, aponta o texto.

O documento ressalta os números de casos e mortes e atribuem ao Ministério da Saúde a “ausência de uma condução nacional unificada”. A falha teria puxado para cima os índices dramáticos da doença.

“O relaxamento das medidas de proteção e a circulação de novas cepas do vírus propiciaram o agravamento da crise sanitária e social, esta última intensificada pela suspensão do auxílio emergencial. O recrudescimento da epidemia em diversos estados leva ao colapso de suas redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas as regiões do Brasil”, frisa trecho do documento.

Para os secretários de Saúde, as interações sociais que se intensificaram no período eleitoral, nos encontros e festividades de fim de ano, do veraneio e do Carnaval levaram o país ao estágio atual.

“Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo”, salientam

No documento, o Conass manifesta-se pela adoção imediata de medidas para evitar o iminente colapso nacional das redes pública e privada de saúde, como:
a) Maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos, incluindo a restrição em nível máximo
nas regiões com ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos. Para tanto, são necessárias:
- A proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional;
- A suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;
- O toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os
finais de semana;

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