ROB ENGELAAR / EFE - EPA
Vacina de Oxford/AstraZeneca
Com as mudanças na vacina fabricada pela AstraZeneca, as novas variantes do coronavírus e limitações de fornecimento, muitas pessoas se perguntam se podem "misturar e combinar" as vacinas da covid-19.
Isso significa, por exemplo, receber a vacina AstraZeneca como primeira dose, seguida de uma segunda dose de uma vacina diferente, como a da Pfizer. E, posteriormente, reforços com outros imunizantes.
Vale lembrar que, por ora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda mesclar doses de diferentes fabricantes na imunização de pacientes contra a covid-19. Segundo o órgão, ainda não há evidências de que a aplicação de doses de fabricantes distintos produza efeito contra o novo coronavírus.
Em comunicado, a Anvisa acrescenta que, caso uma pessoa receba doses de diferentes fabricantes na aplicação dada pelas equipes de saúde da sua cidade, deve procurar as autoridades (secretarias de saúde, Ministério Público ou o Ministério da Saúde) e denunciar o ocorrido.
Apesar disso, existem muitos estudos em andamento sobre o assunto e, recentemente, foram publicados dados de testes com misturas e combinações na Espanha e no Reino Unido.
Segundo os cientistas Fiona Russell e John Hart, essas pesquisas são muito promissoras e sugerem que esquemas que misturam imunizantes podem fornecer níveis mais elevados de anticorpos do que duas doses de uma única vacina.
Alguns países já estão usando esquemas vacinais mistos após alterarem as recomendações da vacina AstraZeneca devido à ocorrência de trombose como um efeito colateral muito raro.
Vários países da Europa estão aconselhando os mais jovens que receberam esta vacina como a primeira dose a receber um imunizante alternativo como segunda dose. As vacinas mais indicadas para isso são as de mRNA, como a da Pfizer.
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