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STF dá prazo à PF e mantém sob investigação acusação contra Gaspar
Candidato a vice de Flávio é alvo de acusação de estupro de vulnerável
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), continuará no centro de uma apuração da Polícia Federal sobre uma grave acusação de estupro de vulnerável. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, segundo reportagem da jornalista Daniela Lima, do UOL, não deverá ser acelerado nem retardado pela Corte.
Neste momento, não há inquérito formal aberto no STF contra Gaspar, segundo a reportagem. O procedimento está em fase preliminar, com a Polícia Federal realizando diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para verificar se existem elementos que justifiquem ou não a abertura de uma investigação formal.
Gilmar Mendes concedeu à PF prazo de 15 dias, iniciado na semana passada, para levantar as informações requeridas pela PGR. A avaliação relatada pela jornalista é de que a investigação terá o tempo considerado necessário, sem interferência para antecipar ou retardar uma conclusão.
A acusação que provocou a apuração é de que Alfredo Gaspar teria estuprado uma menina de 13 anos. O deputado alagoano rechaça veementemente a acusação. Até o momento descrito pela reportagem, não há conclusão da Polícia Federal sobre a procedência da denúncia.
O caso ganhou contornos mais controversos devido à atuação de Luiz Antonio Lopes, comerciante de 63 anos apontado como personagem central na origem da denúncia. Segundo auxiliares do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), Lopes teria levado a acusação à senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A partir das informações recebidas, Lindbergh e Soraya apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal.
Posteriormente, porém, o mesmo homem teria procurado o gabinete de Alfredo Gaspar para apresentar uma versão diferente. De acordo com assessora do parlamentar alagoano citada pela reportagem, Lopes passou a afirmar que Gaspar seria vítima de uma “armação” e que possuiria informações capazes de desmontá-la.
As versões contraditórias passaram a integrar o próprio interesse da investigação. Conforme Daniela Lima, a Polícia Federal busca esclarecer não apenas se existe algum elemento concreto que sustente a acusação contra Alfredo Gaspar, mas também se houve algum tipo de pagamento relacionado à sucessão de versões apresentadas por Lopes.
O histórico do comerciante também entrou no radar. A reportagem afirma que Lopes mantém atuação política nas redes sociais, declara apoio ao bolsonarismo e divulga acusações e teorias contra diferentes personalidades e autoridades. Entre os alvos mencionados estão o ministro Alexandre de Moraes, o ex-ministro Luís Roberto Barroso, a Polícia Federal, Luciano Huck e Fábio Luís Lula da Silva.
Lopes também prestou depoimento à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, ocasião em que sustentou a existência de uma suposta armação para incriminar Alfredo Gaspar. Segundo a reportagem, porém, essa manifestação não deverá interferir na condução do procedimento no Supremo. Para a análise judicial, deverá prevalecer o material produzido pela Polícia Federal.
A PF ainda dispõe de aproximadamente dez dias, conforme o prazo mencionado na reportagem publicada nesta quarta-feira, 12, para apresentar novas informações.



