Eleições 2026

Fraude filia Flávio Bolsonaro ao Missão e impede registro no TSE

Sistema apresenta filiação do presidenciável ao Missão, do candidato Renan Santos
Reprodução/vídeo
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar a sua candidatura à Presidência devido a "uma fraude" que alterou a filiação do candidato para o partido Missão, do candidato Renan Santos. A informação foi divulgada inicialmente pelo SBT News.

A assessoria de Flávio Bolsonaro confirmou o ocorrido ao SBT News e informou ter descoberto a fraude da filiação quando foi registrar a candidatura do senador. A campanha solicitou o refiliação de Flávio ao PL e pedirá uma investigação à Polícia Federal.

O problema acontece às vésperas do prazo final para registro da candidatura, que se encerra no sábado (15). Até agora, seis candidatos à Presidência, incluindo o presidente Lula (PT), já tiveram suas candidaturas registradas e divulgadas no site do TSE.

A petição apresentada à Corte Eleitoral diz que Flávio aparecia como filiado ao PL até a noite de quarta (12), mas que uma consulta feita na manhã desta quinta identificou a troca partidária sem a anuência do senador, o que descumpre resolução do TSE com exigência de manifestação expressa do filiado para efetivar a saída do partido.

“A janela temporal não deixa margem a dúvida razoável: entre 23h17 de 12/08/2026 e 09h42 de 13/08/2026 [...] alguém, sem qualquer manifestação de vontade de Flávio Bolsonaro, inseriu no sistema oficial da Justiça Eleitoral um registro de filiação a partido diverso", diz o documento.

Lula já foi vítima

Em 2023, dados falsos foram inseridos no sistema da Justiça Eleitoral para realizar uma filiação partidária fraudulenta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Partido Liberal (PL). Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, mandou a PF investigar o ocorrido. 

Investigações coordenadas pela Polícia Federal (PF) descartaram um ataque cibernético direto ou invasão aos servidores centrais do Tribunal. A fraude foi realizada da seguinte forma: o autor acessou o formulário digital público no site oficial do PL, preencheu as informações do presidente e a solicitação foi aprovada internamente no partido utilizando as credenciais válidas de uma advogada vinculada à sigla.

No ano seguinte, a corte anunciou que as regras para filiação partidária ficariam mais rigorosas e passariam a exigir um novo fator de confirmação.


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