ELEIÇÕES 2026

Renato Filho quer ampliar acesso ao Mounjaro pelo SUS em Alagoas

Proposta tem relação com uma medida adotada no Pilar em 2024, último ano de seu segundo mandato
Assessoria
Renato Filho quer discutir oferta de Mounjaro pelo SUS na Câmara
Renato Filho quer discutir oferta de Mounjaro pelo SUS na Câmara

O candidato a deputado federal Renato Filho (MDB) pretende levar à Câmara dos Deputados a discussão sobre a oferta pelo SUS de medicamentos de nova geração contra a obesidade, como a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, para pacientes com indicação médica e acompanhamento profissional.

A proposta tem relação com uma medida adotada no Pilar em 2024, último ano de seu segundo mandato como prefeito. Na época, Renato solicitou à Secretaria Municipal de Saúde a compra de Ozempic para a rede pública, medicamento à base de semaglutida utilizado no tratamento da obesidade.

Atualmente, o município disponibiliza o Ozempic aos pacientes que cumprem os critérios definidos pela saúde municipal. Com a iniciativa, Pilar ficou entre os municípios pioneiros de Alagoas na oferta desse tipo de medicamento pela rede pública.

Renato afirmou que pretende defender a ampliação dessa discussão em Alagoas e também no Congresso. “Eu vou pedir ao nosso futuro governador de Alagoas, Renan Filho, que estude a oferta pelo SUS de medicamentos como Mounjaro e outros dessa nova geração”, declarou.

Segundo o candidato, a eventual oferta deve seguir critérios médicos. “Óbvio, não é canetinha para todo mundo. É para quem realmente tiver indicação médica, seguindo critérios de saúde, com prescrição e acompanhamento profissional”, acrescentou.

O tema já aparece em outras propostas em tramitação em Alagoas e no Congresso Nacional. Renato afirma que pretende atuar na Câmara para ampliar o debate sobre formas de permitir o acesso aos novos tratamentos também por pessoas sem condições de custeá-los.

Dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, indicam que a obesidade entre adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.

Em Alagoas, informações da Secretaria de Estado da Saúde apontam que o excesso de peso atingia entre 68,45% e 74,93% dos adultos acompanhados pelo Sisvan no primeiro quadrimestre de 2024, conforme a região de saúde.

A obesidade está associada a maior risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Documento da Conitec estima que, em 2019, os custos diretos com doenças crônicas relacionadas ao excesso de peso e à obesidade chegaram a cerca de R$ 1,5 bilhão no Brasil.

“A obesidade não é brincadeira. Está ligada a diabetes, problemas cardiovasculares e várias outras doenças. Se a medicina avançou, esse avanço não pode ser privilégio de quem pode pagar. Saúde de ponta também tem que chegar a quem mais precisa”, disse Renato Filho.


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