ELEIÇÕES 2026

Kassio estima anúncio oficial do resultado da eleição entre 20h30 e 21h

Ministro abandonou a promessa de uma corte autocontida nas eleições de 2026 e foi alvo de polêmicas
Antônio Augusto / STF
Polêmico ministro Kassio Nunes
Polêmico ministro Kassio Nunes

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, prevê que o vencedor das eleições presidenciais seja anunciado oficialmente entre as 20h30 e as 21h deste domingo, 25.

Kassio disse que esse horário é uma previsão, mas “é o que ocorre em praticamente todas as eleições”. O ministro ainda afirmou que o pleito está ocorrendo “dentro do esperado”.

O ministro fez uma visita breve ao CDE (Centro de Divulgação das Eleições), onde trabalham os jornalistas que cobrem o segundo turno, disputado em 2026 entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

“Passando para desejar uma boa cobertura, que [vocês] levem para todo o Brasil e para o mundo toda a eficiência da Justiça Eleitoral e a transparência que a Justiça Eleitoral tem dado a esse processo”, afirmou.

Com decisões de censura a pesquisa eleitoral, derrubada de posts das campanhas, validação liminar de candidatura, interrupção estratégica de julgamentos e uso do poder de polícia sobre as redes sociais, o ministro abandonou a promessa de uma corte autocontida nas eleições de 2026, segundo a Folhapress.

A maioria dos magistrados do TSE vê nas deliberações do ministro um engajamento explícito na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e uma tentativa de “cavar” uma intervenção do STF (Supremo Tribunal Federal) em pautas eleitorais, o que poderia impactar negativamente a campanha de Lula (PT).

A preocupação levou integrantes da corte eleitoral a alertar ministros do Supremo, como Flávio Dino e Gilmar Mendes, para não cair em armadilhas e pensar com cautela antes de tomar decisões que possam reverter ordens do TSE. Os dois têm adotado postura mais discreta neste segundo turno em comparação ao primeiro.

Ao tomar posse como presidente do TSE, em maio, Kassio defendeu que a corte eleitoral atuasse com prudência, “sem incorrer em excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. À época, o ministro também sinalizava a interlocutores que o tribunal deveria interferir o mínimo possível nas disputas políticas.


Encontrou algum erro? Entre em contato