PATRIMÔNIO
2º turno nas Eleições: 14 candidatos a prefeito nas capitais são milionários

No segundo turno das eleições, que vai definir os prefeitos de 18 capitais do Brasil no próximo dia 29, a lista de milionários é extensa. Segundo levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base nos balanços do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo menos 14 deles declararam ter mais de R$ 1 milhão em bens. É o caso de JHC, de Maceió (AL) que declarou R$ 1.973.391,98 em patrimônio.
Entre os sete que já venceram no pleito em primeiro turno, a realidade não é muito diferente. Somente o novo prefeito de Salvador (BA), Bruno Reis (DEM), e de Curitiba (PR), Rafael Greca, disseram ter menos de sete dígitos acumulados. Mas nem tão menos assim. Reis declarou R$ 931 mil e Greca, R$ 864 mil.
Juntos, eleitos e concorrentes em segundo turno, somam um montante de R$ 82,8 milhões. Entre os possíveis mandatários, Hildon Chaves (PSDB), de Porto Velho (RO); e Vanderlan Cardoso (PSD), de Goiânia (GO), são os mais abastados, com patrimônio equivalente a 40% do total.
Na contramão, cinco disseram ter menos de R$ 100 mil e Arthur Henrique (MDB), candidato a prefeito de Boa Vista (RO), declarou nenhum bem.
Para o professor e especialista em marketing eleitoral Victor Trujilo, os bens dos candidatos são, cada vez mais, indiferentes para o resultado das eleições. “Nesta campanha, a doação de pessoas físicas foi muito baixa, inexpressiva. Além disso, existe uma limitação legal do que o próprio candidato pode colocar na campanha dele. E mais: grande parte do dinheiro de pessoas consideradas milionárias não é patrimônio em pessoa física, impedindo qualquer doação”, explicou. “O nome do jogo desta eleição é Fundo Eleitoral”, ressaltou.
Entre os 5,4 mil prefeitos eleitos no primeiro turno, pouco mais de 1,1 mil são milionários. Ou seja, um em cada cinco novos mandatários municipais tem patrimônio igual ou superior a R$ 1 milhão. O mais rico entre eles é Ailton Garcia (PSL), de São Carlos (SP), que declarou mais de R$ 440 milhões. Em seguida, está Vittorio Medioli (PSD), de Betim (MG), com mais de R$ 351 milhões.