Política

Show de Bad Bunny no Super Bowl pressiona Trump e repercute no Brasil

Apresentação recorde e vídeo racista ligado ao presidente ampliam crise e preocupam aliados
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 09/02/2026 - 18:32
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Reprodução
O cantor Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl
O cantor Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl

O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, neste domingo, 8, ultrapassou o entretenimento e ganhou contornos políticos, com reflexos diretos em Washington. No palco, o astro porto-riquenho transformou a performance em afirmação de orgulho latino e identidade cultural, interpretada por analistas como contraponto simbólico à agenda de Donald Trump.

Dados preliminares indicam audiência histórica de 135 milhões de espectadores, tornando a apresentação a mais vista da história do evento. Enquanto isso, nos bastidores políticos, a avaliação de interlocutores conservadores, inclusive da direita brasileira, é de que o episódio marca o momento mais delicado do atual governo Trump desde seu retorno à Casa Branca.

A repercussão do show coincidiu com a circulação de um vídeo de conteúdo racista associado ao presidente, o que ampliou o desgaste. Para aliados, a combinação foi um “tiro no pé”, com potencial de impacto eleitoral.

Trump criticou publicamente a apresentação de Bad Bunny, gesto que, segundo analistas, acabou por ampliar o alcance da mensagem do artista e reforçar sua dimensão política.

O temor entre apoiadores é que o desgaste influencie as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o fim do ano. A mobilização cultural observada no Super Bowl teria alcançado segmentos do eleitorado latino onde a política tradicional tem perdido espaço.

Para parte da direita brasileira, o episódio serve de alerta sobre os riscos de estratégias baseadas no confronto e na comunicação polarizada, capazes de transformar ícones culturais em vetores de mobilização política.


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