Espaço
Parte de foguete vai colidir com a Lua nesta quarta; veja o horário
Foguete de Elon Musk atingirá a superfície lunar a cerca de 8.700 km/h
O estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, deve colidir com a superfície da Lua nas primeiras horas desta quarta-feira, 6. O impacto está previsto para ocorrer às 3h35 (horário de Brasília) e será acompanhado por cientistas, que pretendem utilizar o evento para estudar a formação de crateras lunares.
O objeto viajará a uma velocidade próxima de 8.700 quilômetros por hora. Apesar da colisão, não há qualquer risco para a Terra. A expectativa é que o impacto crie uma nova cratera na superfície lunar, que poderá ser analisada posteriormente por sondas em órbita da Lua.
Por que o foguete vai atingir a Lua?
O estágio superior do Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025 para transportar os módulos comerciais Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e Resilience, da empresa japonesa Ispace, em direção à Lua.
Após concluir a missão, o equipamento ficou sem combustível suficiente para retornar à Terra ou corrigir sua trajetória. Desde então, permaneceu à deriva no espaço até ser atraído pela gravidade lunar.
Com cerca de 12 metros de comprimento e aproximadamente quatro toneladas, o estágio superior é um dos componentes descartáveis do Falcon 9. Diferentemente do primeiro estágio, que retorna à Terra para ser reutilizado, essa parte do foguete permanece no espaço após liberar sua carga.
Por que o impacto interessa aos cientistas?
Segundo especialistas, o choque representa uma oportunidade rara para estudar a formação de crateras lunares. Ao contrário dos meteoritos, cuja massa e velocidade costumam ser estimadas, os pesquisadores conhecem com precisão as características do foguete, como peso, velocidade, trajetória e ângulo de impacto.
Essas informações permitirão comparar o resultado da colisão com modelos científicos já existentes, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a geologia da Lua.
Será possível observar?
Embora o impacto esteja previsto para as 3h35, especialistas avaliam que será difícil visualizar o momento da colisão da Terra. Isso porque o choque ocorrerá próximo à borda visível da Lua e em uma região iluminada pelo Sol, reduzindo a possibilidade de observar o clarão provocado pelo impacto. Mesmo assim, a América do Sul estará entre as regiões com melhores condições de observação devido ao horário noturno.



