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Mulher que sobreviveu à injeção letal nos EUA relata dores constantes

Christa afirmou ter acordado confusa após receber duas doses do medicamento
Reprodução
Christa Pike quando foi sentenciada, em 1996, e em mugshot de 2023
Christa Pike quando foi sentenciada, em 1996, e em mugshot de 2023

Christa Pike, de 50 anos, fez sua primeira declaração pública nesta sexta-feira, 30, desde que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. Em comunicado divulgado por seus advogados, ela relatou ter acordado confusa e afirmou que sente dores constantes desde o procedimento.

Condenada à morte pelo assassinato de uma colega em 1995, Pike deveria ter sido executada no mês passado. No entanto, mesmo após receber duas doses de um medicamento previsto para ser letal, ela sobreviveu à aplicação. O caso foi considerado uma falha sem precedentes e levou o Tennessee a suspender as execuções.

Após o episódio, Pike passou uma semana internada e, posteriormente, retornou à prisão.

Mulher relata dores físicas e emocionais

Na declaração, Pike contou que entrou na câmara de execução preparada para morrer em paz, mas despertou sozinha e confusa em uma cama de hospital. Ela afirmou que sente dores nos braços, nas mãos e na garganta, além de enfrentar dificuldades para falar.

A mulher também relatou sofrimento emocional e disse que não havia imaginado uma vida após a data marcada para sua execução.

Pike afirmou ainda estar profundamente abalada com o que chamou de incompetência das pessoas envolvidas no procedimento. Ela também mencionou a família da vítima, dizendo continuar pensando na dor e na perda enfrentadas pelos familiares.

Apesar do episódio, a condenada agradeceu aos profissionais de saúde que a atenderam e às pessoas que demonstraram apoio. Ela disse não saber por que sobreviveu nem o que acontecerá daqui para frente, mas afirmou estar tentando se recuperar um dia de cada vez.

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