INVESTIGAÇÃO
PC investiga suposto abuso contra criança de 5 anos em escola de Maceió
Menina relatou episódio à mãe; caso ocorreu na Gruta de Lourdes
A Polícia Civil de Alagoas investiga uma denúncia de abuso sexual contra uma criança de 5 anos que teria ocorrido dentro de uma escola no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. O caso foi registrado neste mês de março e está sendo apurado pela Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCCA).
Segundo as primeiras informações, a suspeita veio à tona após a menina relatar à mãe o que teria acontecido dentro da unidade de ensino. A partir do relato, a família procurou as autoridades e formalizou a denúncia.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
A defesa da escola informou que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que não foram encontrados “vestígios de conjunção carnal ou atos libidinosos” na criança. O documento foi encaminhado à polícia e passou a integrar o inquérito policial.
As investigações seguem em andamento e outros detalhes não foram divulgados para preservar a identidade da vítima.
Outro caso
Na mesma semana, a Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente também registrou outra denúncia de estupro de vulnerável em Maceió. Desta vez, o caso envolve uma criança de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que teria sofrido abuso durante uma sessão terapêutica em uma clínica da capital.
De acordo com a família, a suspeita surgiu após a criança apresentar sinais físicos e relatar que a profissional responsável teria tocado suas partes íntimas. O caso também está sob investigação da Polícia Civil.
Outro lado
Em nota enviada à reportagem, a defesa da unidade de ensino contestou as acusações e afirmou que não há qualquer indício de irregularidade na conduta da funcionária citada.
Segundo a versão apresentada, a criança foi matriculada no dia 3 de março e frequentou a escola nos dias 4, 5 e 6. Após faltar nos dias 8 e 9, a mãe teria solicitado a transferência da menina para o turno integral. Ainda de acordo com o colégio, o primeiro banho da criança ocorreu no dia 10 de março, em um procedimento coletivo que envolveria cerca de 30 alunos, acompanhado por duas funcionárias com mais de 12 anos de experiência na instituição.
A defesa detalhou que o banho segue um protocolo padrão: enquanto uma funcionária auxilia na organização de roupas e itens de higiene, a outra permanece no acompanhamento direto das crianças no chuveiro, havendo revezamento. O colégio afirma que o ambiente não fica totalmente fechado, garantindo supervisão constante, e que a estrutura física preserva a intimidade dos alunos por meio de divisórias.
Ainda conforme a nota, no dia seguinte ao banho, a mãe da criança entrou em contato com a professora relatando uma suposta dermatite nos braços da filha. Horas depois, teria ido até a escola, onde, segundo a instituição, agrediu uma das funcionárias responsáveis pelo banho, na presença de outras crianças e colaboradores. A escola também afirma que a mulher teria solicitado compensação financeira à direção após o episódio.
A defesa ressalta que, em mais de 12 anos de atuação, nunca houve qualquer denúncia ou registro de comportamento inadequado envolvendo a funcionária citada. Também sustenta que o tempo médio do banho, estimado em menos de três minutos por criança, e a presença contínua de duas colaboradoras no local inviabilizariam a prática do crime descrito.



