JUSTIÇA
Júri absolve acusada de mandar matar irmã em Maceió
Ministério Público de Alagoas anuncia recurso contra decisão
A acusada de ser a mandante do assassinato da própria irmã, Luciana Pinheiro, foi absolvida pelo júri popular na noite desta quinta-feira, 9, em Maceió. O julgamento ocorreu no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital.
Após a decisão do conselho de sentença, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou que vai recorrer da absolvição. A acusação foi conduzida pelo promotor Antônio Vilas Boas.
Este foi um novo julgamento do caso após o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) acolher recurso do MPAL e determinar que a ré fosse submetida novamente ao júri popular.
Depoimentos no julgamento
Durante a sessão desta quinta-feira, 9, duas irmãs da vítima e da acusada foram ouvidas como testemunhas.
A primeira relatou que esteve na casa de Quitéria poucas horas antes do crime e afirmou ter encontrado dois dos envolvidos no local.
“Eu também ia ser morta. Eu saí de lá no dia do crime (...) A minha irmã era tudo de bom”, declarou.
Segundo o depoimento, um dos homens presentes na residência era Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, filho da acusada.
Já outra irmã contou que soube do assassinato enquanto assistia televisão. Inicialmente, a informação era de que se tratava de um assalto.
Crime aconteceu em 2012
Quitéria foi assassinada na noite de domingo, 12 de agosto de 2012, dentro da casa onde morava, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió.
De acordo com a investigação policial, o crime foi executado por Mustafá Rodrigues do Nascimento, que teria sido contratado por Klinger, sobrinho da vítima. Ele confessou ter pago R$ 1.500 para que o militar cometesse o homicídio.
A motivação, segundo a apuração do caso, seria uma dívida de R$ 5 mil da mãe dele com a vítima.
As investigações apontaram ainda que os suspeitos chegaram à residência em um veículo, chamaram pela vítima e efetuaram os disparos no jardim da casa.
Com a decisão do júri desta quinta-feira, 9, o Ministério Público informou que pretende recorrer da absolvição da acusada nas instâncias superiores.



