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Vídeo de mulher com ave em Maceió acende alerta para gripe aviária

Instituto Biota orienta evitar contato com animais marinhos encalhados
Por Redação 20/04/2026 - 20:17
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Reprodução/vídeo
Vídeo mostra mulher oferecendo água a ave marinha em praia de Maceió e gera alerta sobre risco de gripe aviária
Vídeo mostra mulher oferecendo água a ave marinha em praia de Maceió e gera alerta sobre risco de gripe aviária

Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma mulher oferecendo água a uma ave marinha na praia de Cruz das Almas, em Maceió, gerou alerta de especialistas sobre o risco de transmissão da gripe aviária. O caso foi comentado pelo Instituto Biota de Conservação nesta segunda-feira, 20, que reforçou orientações para que a população não toque nem tente alimentar animais silvestres.

Nas imagens, a mulher aparece dando água em um copo para uma ave debilitada na faixa de areia. Segundo o instituto, o animal é uma pardela-de-bico-preto, espécie migratória que costuma aparecer no litoral alagoano em determinadas épocas do ano.

De acordo com especialistas, o número de registros dessas aves aumenta entre abril e julho, período em que ocorre maior fluxo migratório no litoral brasileiro.

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O Instituto Biota alertou que o país está em estado de emergência zoossanitária por causa da influenza aviária, doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas que também pode infectar mamíferos e, em casos raros, seres humanos.

A transmissão pode ocorrer por contato direto com secreções, fezes ou carcaças de animais contaminados. Por isso, qualquer interação com aves silvestres deve ser evitada.

Segundo o diretor do instituto, Bruno Stefanis, além de colocar a saúde das pessoas em risco, esse tipo de atitude também pode prejudicar o próprio animal.

“Não interaja com esses animais. É proibido ter contato com aves silvestres e levá-las para casa. Isso representa risco tanto para o animal quanto para a população”, afirmou.

O instituto explicou que existe um protocolo específico para lidar com aves marinhas debilitadas ou encalhadas. Esse procedimento envolve o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e deve ser realizado apenas por equipes treinadas e autorizadas.

A recomendação é que, ao encontrar um animal nessas condições, a população mantenha distância e registre a situação apenas à distância, acionando os órgãos ambientais responsáveis.

Especialistas alertam que atitudes bem-intencionadas, como tentar alimentar ou recolher animais, podem agravar o cenário sanitário e aumentar os riscos de disseminação da doença.

Além do impacto na saúde pública, um eventual avanço da influenza aviária também poderia trazer prejuízos econômicos, já que o Brasil está entre os maiores exportadores de carne de frango do mundo.


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