FORAGIDA

MP faz buscas em casas de parentes de Queiroz em BH, mas não acha esposa

Por Com UOL 23/06/2020 - 14:59
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Divulgação
Operação do MP com apoio da PM buscou Márcia de Aguiar, esposa de Queiroz, em casas de parentes em BH
Operação do MP com apoio da PM buscou Márcia de Aguiar, esposa de Queiroz, em casas de parentes em BH

Membros do MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais), com apoio da Polícia Militar, realizaram na manhã de hoje buscas em quatro endereços de parentes de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em Belo Horizonte. O objetivo era encontrar a esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, que está foragida. As buscas foram encerradas às 11h sem quem Márcia fosse encontrada.

Uma casa que pertenceria a dona Penha, tia e madrinha de Queiroz que morreu há poucos dias, foi um dos alvos da operação no bairro São Bernardo, região norte da capital mineira. No imóvel de três pavimentos na rua Francisco Spino também ficam a casa do marido de uma prima de Queiroz e a residência de Leopoldo Queiroz, irmão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro —os endereços também foram alvo das buscas.

A operação foi realizada em parceria com o MP do Rio. Os quatro mandados são de busca e apreensão, mas Márcia Aguiar poderia ser presa caso fosse encontrada, por causa da ordem de prisão.

De acordo com um policial militar ouvido pela Rádio Itatiaia, primas e sobrinhas de Queiroz também moram no local. Uma mulher identificada como Kassia, uma das primas que moram na residência, seria muito próxima do casal.

Em entrevista à Globonews, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que só soube da operação na manhã de hoje. "Nossa polícia foi convocada somente para colaborar porque é uma instrução que vem de outro estado, do Ministério Público, onde não temos nenhuma participação. A polícia apenas colaborou nesta operação, não sei de mais detalhes", declarou.

Flávio e Queiroz negam as acusações

Por meio de nota, Flávio disse ser vítima de uma campanha de difamação orquestrada por um grupo político, sem contudo dizer quem estaria envolvido. Ele alega inocência, garante que o patrimônio dele é compatível com os seus rendimentos e diz acreditar na Justiça.

O advogado Paulo Emílio Catta Preta contesta a prisão preventiva. Segundo ele, Queiroz estava colaborando com as investigações. Entretanto, ele faltou a depoimentos em 2018. Segundo o MP-RJ, forneceu endereço falso e ocultou o seu paradeiro, para obstruir as investigações.

A defesa de Queiroz entrou com pedido de substituição de prisão preventiva por prisão domiciliar, citando o tratamento a um câncer no intestino. Mas o pedido foi negado pela Justiça.

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