CNJ

MPF e relatora de processo contra Washington Luiz pedem aposentadoria compulsória do desembargador

Magistrado é acusado de usar informação que sabia ser falsa para escapar de processo
Caio Loureiro-TJAL
Desembargador Washington Luiz
Desembargador Washington Luiz

O Ministério Público Federal pediu a aposentadoria compulsória do desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, no que foi reforçado pela desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região Jane Granzoto, relatora do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o magistrado em março do ano passado ano no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os pedidos foram apresentados na terça, 18, durante a 358ª sessão ordinária do colegiado.

No entendimento do MPF, externado pelo procurador da República Alcides Martins, Washington Luiz deve ser aposentado por incompatibilidade para o exercício da magistratura. O desembargador é acusado de ter usado de forma consciente uma certidão que sabia não corresponder à realidade para escapar de processo no CNJ há sete anos, quando da instauração de uma reclamação disciplinar que apurava se ele teria ou não algum envolvimento com a tentativa de assassinato, em 2009, contra o juiz Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira (hoje aposentado) e que resultou na morte, por engano, do advogado mineiro Nudson Harley Mares de Freitas que estava em Alagoas a serviço.

Autor da representação contra o desembargador no CNJ, Tadeu argumentou que Washington Luiz estaria por trás do atentado e que este seria uma vingança pelo fato de ele, Tadeu, ter cancelado milhares de títulos eleitorais nos municípios de Piranhas e Olho d’Água do Casado, redutos da família Damasceno Freitas, nos anos de 2007 e 2008, durante revisão eleitoral determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

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