atleta de saúde frágil
Bolsonaro elencou série de doenças para evitar prisão em regime fechado
Ex-presidente alegou diagnóstico de condições cardíacas, pulmonares, neurológicas e câncer de pele
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a pena de 27 anos e três meses seja cumprida exclusivamente em prisão domiciliar, alegando que o ex-mandatário sofre de uma verdadeira “coleção” de doenças que tornariam impossível sua permanência em um presídio comum.
No documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmam que Bolsonaro possui “doença grave de natureza múltipla”, envolvendo sistemas cardiológico, pulmonar, gastrointestinal, neurológico e oncológico. A peça traz exames e laudos médicos apresentados como prova de que uma eventual ida para a Papuda colocaria a vida do ex-presidente em risco.
Entre as condições listadas, a defesa menciona:
. soluços incoercíveis,
. câncer de pele,
. apneia do sono grave,
. refluxo com risco pulmonar,
. hipertensão,
. e sequelas da facada de 2018, classificadas como “complicações permanentes”.
Os advogados sustentam que “não é uma questão de se, mas de quando” um mal súbito poderia ocorrer, citando hospitalizações recentes e a necessidade de tratamentos contínuos. O texto afirma ainda que o sistema prisional “não dispõe da infraestrutura necessária para manejo clínico e emergencial adequado”.
A defesa também lembrou que o STF já concedeu prisão domiciliar humanitária a outros condenados por doença grave, como o ex-presidente Fernando Collor, autorizado a cumprir pena em casa devido ao diagnóstico de Parkinson.
Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado, 22, após decisão de Moraes motivada por risco de fuga e pela convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde cumpria prisão domiciliar. Com o trânsito em julgado da ação penal próximo de ocorrer, o pedido para cumprir pena em casa se tornou a principal aposta da defesa para impedir que o ex-presidente seja transferido para um presídio.
Enquanto isso, Bolsonaro continua em uma sala especial da Polícia Federal em Brasília, aguardando a avaliação do STF sobre o novo pedido.



