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Disputa para a Câmara Federal indica baixa renovação e alta competitividade

Análises preliminares apontam vantagem de parlamentares com mandato
Por Redação 05/01/2026 - 05:52
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Assessoria
Congresso Federal
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A eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados em Alagoas tende a registrar baixa renovação e uma disputa concentrada entre nomes já consolidados na política estadual. A avaliação, antecipada por análises políticas e reiterada pelo professor e analista Marcelo Bastos, indica que a maioria dos deputados federais eleitos em 2022 reúne condições competitivas para buscar a recondução ao cargo. No cenário atual, ao menos sete dos nove parlamentares teriam amplas chances de manter o mandato, a depender da formação das chapas partidárias, havendo projeções que variam desde a reeleição da totalidade da bancada até um mínimo de seis deputados reconduzidos.

Especialistas ressaltam que ocupar mandato confere vantagem relevante no atual sistema eleitoral. Além de estrutura política e bases municipais consolidadas, os deputados contam com as emendas parlamentares impositivas, que hoje superam R$ 50 milhões por ano. Ao longo de um mandato, esses recursos podem ultrapassar R$ 200 milhões, sendo considerados estratégicos para a manutenção de alianças e o fortalecimento eleitoral nos municípios. 

Outro fator central do processo é a formação de chapas competitivas. No momento, três frentes aparecem mais definidas: Partido Social Democrático, Movimento Democrático Brasileiro e a federação formada por Progressistas e União Brasil. Outras articulações seguem em curso envolvendo Partido Liberal, Federação Brasil da Esperança e Solidariedade, que avaliam estratégias para disputar vagas diretas ou as chamadas sobras eleitorais.

Pelas projeções atuais, a federação PP/União poderia eleger de quatro a cinco deputados federais. Entre os nomes citados estão Arthur Lira, Marx Beltrão, Fábio Costa, Daniel Barbosa e Alfredo Gaspar, além de Nivaldo Albuquerque e Gunnar Nunes como nomes considerados competitivos. Nesse mesmo campo, também aparece Álvaro Lira, citado nas análises como possível candidato com potencial eleitoral, por concentrar bases políticas consolidadas, embora não exerça mandato atualmente. 

O MDB é apontado com potencial para eleger dois deputados federais e disputar uma terceira vaga, com Isnaldo Bulhões Júnior, Rafael Brito, Chicão, Kil Freitas e Tereza Nelma entre os nomes citados. O PSD aparece com projeção de uma vaga, com possibilidade de disputar a segunda, reunindo Luciano Amaral, Rui Palmeira, Gustavo Lima e Júlio Cezar.

O PL avalia a montagem de uma chapa encabeçada por Marina Candia ou Eudócia Caldas, com possibilidade de conquistar uma vaga. Já a Federação Brasil da Esperança considera a disputa por meio das sobras, com Paulão como principal referência, enquanto o Solidariedade estuda estratégia semelhante. Outros nomes podem integrar as chapas proporcionais e devem ser confirmados nos próximos meses, entre eles Fátima Santiago, Silvânia Barbosa, Chico Filho, Galba Netto e a pastora Cláudia Balbino. Olivia Tenório já é apontada como confirmada em uma das chapas.

Consideradas as composições atuais, cerca de 16 nomes disputariam as nove vagas de deputado federal por Alagoas, número que pode chegar a 18 com a consolidação de outras frentes partidárias. Apesar do número reduzido de candidatos competitivos, o cenário é avaliado como de alta disputa. As projeções refletem o retrato do momento e podem ser alteradas por novos movimentos políticos, mudanças partidárias ou decisões relacionadas a candidaturas majoritárias, capazes de redesenhar o quadro eleitoral nos próximos meses.


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