POLÍTICA

Saiba o que diz o laudo médico da PF sobre Bolsonaro após queda na prisão

Relatório aponta lesões leves e embasa decisão do STF sobre exames
Por Redação 06/01/2026 - 19:33
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Reprodução
Jair Bolsonaro está em observação e não deve ser internado após queda na cela da PF
Jair Bolsonaro está em observação e não deve ser internado após queda na cela da PF

A Polícia Federal enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, terça-feira, 6, o laudo médico sobre o atendimento prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma queda ocorrida durante a madrugada, na Superintendência da PF em Brasília.

De acordo com o documento, Bolsonaro relatou que caiu da cama enquanto dormia. No atendimento, mencionou leve traumatismo craniano, além de contusões nos braços e nos pés. O ex-presidente também afirmou ter sentido tontura e soluços na segunda-feira, 5.

Após a avaliação clínica, a Polícia Federal informou que Bolsonaro estava consciente e orientado, sem sinais de déficit neurológico. O laudo registra pupilas reativas, movimentação e sensibilidade preservadas, além de estabilidade hemodinâmica. Os médicos identificaram ainda leve desequilíbrio na posição ortostática e lesão superficial na face direita e no dedão do pé esquerdo, com presença de sangue.

O envio do laudo ao STF ocorreu por ordem de Alexandre de Moraes, que, com base nas informações médicas, rejeitou a necessidade de remoção imediata de Bolsonaro para um hospital. Segundo o ministro, “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.

Moraes ressaltou, porém, que a defesa tem direito à realização de exames, desde que sejam previamente agendados, com indicação específica e necessidade comprovada. O ministro determinou que os advogados apresentem a lista de exames pretendidos, para que seja avaliada a possibilidade de realização no sistema penitenciário, e ordenou que a PF anexasse aos autos o laudo do atendimento médico realizado terça-feira, 6.

Após a decisão, a defesa informou ao STF que Bolsonaro deve passar por tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma.


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