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Calheiros afirma que CAE irá até o fim na investigação sobre Banco Master

Senador diz haver “algo de muito podre” no caso e promete convocar envolvidos
Por Redação 18/01/2026 - 08:02
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Reprodução - TV Senado
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)

O senador Renan Calheiros afirmou que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal acompanhará de forma rigorosa as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, classificado por ele como uma “mega fraude bancária”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (16), por meio das redes sociais do parlamentar.

Segundo Renan, o Senado não permitirá que o caso seja tratado de maneira superficial ou meramente protocolar. “A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai acompanhar passo a passo a investigação sobre a mega fraude bancária do Master. A CAE irá requisitar documentos, convocar envolvidos e adotar todas as providências para que os lesados sejam reembolsados e os culpados sejam punidos. Há, realmente, algo de muito podre, e nós vamos colaborar para elucidar os fatos e punir os responsáveis”, afirmou.

O posicionamento do senador ocorre em meio à crescente repercussão política e institucional do caso, que levanta suspeitas de movimentações financeiras irregulares, possível lavagem de dinheiro e prejuízos milionários a investidores e instituições. O episódio já provoca reflexos no sistema financeiro e intensifica a pressão por respostas no Congresso Nacional.

Como uma das principais comissões permanentes do Senado, a CAE tem competência para fiscalizar o sistema financeiro, acompanhar operações bancárias e apurar irregularidades que afetem o interesse público. De acordo com Renan Calheiros, o colegiado deverá requisitar documentos e contratos relacionados às operações do Banco Master, convocar dirigentes, ex-gestores e autoridades reguladoras para prestar esclarecimentos, além de acompanhar as investigações conduzidas por órgãos de controle.

O tom adotado pelo senador indica que o caso pode ganhar maior dimensão no Parlamento, com a realização de audiências públicas e até o eventual aprofundamento das apurações em outras comissões, ou mesmo a instalação de uma CPI, a depender da evolução dos fatos.

Embora tenha alcance nacional, o escândalo também repercute em Alagoas, onde temas relacionados à gestão de recursos públicos, investimentos financeiros e responsabilidade administrativa têm ocupado espaço recorrente no debate político. A expectativa é de que, com a atuação direta da CAE, novas informações venham à tona nos próximos dias, ampliando a pressão por transparência e responsabilização.


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