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Gastos da União com ex-presidentes superam R$ 9,5 milhões em 2025

Benefício é concedido a qualquer pessoa que tenha exercido a Presidência da República
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Bolsonaro foi condenado por fazer parte de tentativa de golpe de Estado
Bolsonaro foi condenado por fazer parte de tentativa de golpe de Estado

Os gastos da União com ex-presidentes da República ultrapassaram R$ 9,53 milhões em 2025, mesmo em um cenário marcado pelas prisões de Fernando Collor e Jair Bolsonaro no ano passado. Os dados constam no Portal de Dados Abertos da Casa Civil e indicam manutenção do patamar de despesas registrado em exercícios anteriores.

O benefício vitalício é concedido a qualquer pessoa que tenha exercido a Presidência da República e pode ser utilizado para custear passagens aéreas, hospedagem, combustível e despesas no exterior. A estrutura prevista inclui quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois assessores, dois veículos e dois motoristas.

Entre os beneficiários, Dilma Rousseff foi quem registrou o maior volume de gastos, com R$ 2,37 milhões. Atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, ela reside na China, o que eleva as despesas com passagens internacionais e verbas indenizatórias relativas a pessoal em missão no exterior.

Na sequência aparece Collor, com R$ 2,27 milhões. Preso desde abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente cumpre pena em regime domiciliar, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal em razão da idade e de problemas de saúde. 

Apesar da condição, ele lidera os gastos com passagens, locomoção e diárias em hotéis, que somaram R$ 1,03 milhão em 2025, destinados aos servidores que o acompanham. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sancionou a lei que regulamenta o benefício em 2008, é o único ex-presidente que não recebe o custeio, por estar no exercício do mandato após a reeleição em 2022. 

Em valores corrigidos pela inflação, os gastos totais com ex-presidentes foram de R$ 9,89 milhões em 2024, R$ 9,73 milhões em 2023 e R$ 8,84 milhões em 2022. Antes da condenação por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro já havia registrado redução nos gastos mensais. Em 2024, as despesas ultrapassaram R$ 1,88 milhão, enquanto em 2025 caíram para R$ 1,19 milhão. Somados, Bolsonaro e Collor representaram cerca de R$ 3,47 milhões em despesas aos cofres públicos no último ano.

Outros ex-presidentes também figuram na lista. Michel Temer acumulou R$ 1,6 milhão, com destaque para gastos no exterior. José Sarney utilizou R$ 1,10 milhão, enquanto Fernando Henrique Cardoso registrou despesas de R$ 981 mil em 2025.


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