xadrez político
MDB avalia alternativa no PL caso JHC não dispute governo de Alagoas
Vereador Leonardo Dias foi sondado sobre eventual candidatura, mas descartou a hipótese
O MDB em Alagoas realizou consultas internas para avaliar cenários eleitorais caso o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), deixe o PL ou opte por não disputar o governo do Estado nas eleições de 2026. Nesse contexto, o vereador Leonardo Dias (PL) foi sondado por interlocutores ligados ao grupo do governador Paulo Dantas (MDB).
De acordo com informações apuradas, Leonardo Dias foi questionado sobre a possibilidade de assumir a candidatura ao governo pelo PL em um cenário de saída ou desistência de JHC. A resposta, segundo pessoas envolvidas nas conversas, foi negativa. O vereador afirmou que pretende disputar uma vaga de deputado estadual e descartou qualquer mudança de planos.
“A chance é zero disso acontecer. Serei candidato a deputado estadual. Não posso abrir mão disso de novo”, teria dito o parlamentar a interlocutores do governo estadual.
Conforme coluna do jornalista Voney Malta, Leonardo Dias é identificado como um dos quadros mais alinhados ao bolsonarismo em Maceió. Em eleições anteriores, deixou de concorrer a cargos eletivos para cumprir articulações políticas vinculadas ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 2018, atuou como coordenador da campanha presidencial em Alagoas. Já em 2022, integrou a chapa de Fernando Collor como candidato a vice-governador, em uma estratégia para garantir palanque alinhado a Bolsonaro no Estado.
Segundo o vereador, o movimento é reconhecido pela família Bolsonaro e faz parte de um acordo político para que, desta vez, ele dispute um cargo no Legislativo estadual. “Esse movimento é reconhecido pela família Bolsonaro e está alinhado que desta vez eu serei candidato a deputado estadual. Já tenho dois mandatos de vereador e chegou a hora de avançar com estratégia e segurança”, afirmou.
As articulações ocorrem em meio à estratégia do senador Flávio Bolsonaro, que defende que o PL tenha candidatos próprios aos governos estaduais, considerados “puro-sangue” do partido, com o objetivo de garantir palanques exclusivos para o projeto presidencial da legenda em 2026.



