POLÍTICA
“Não vamos passar pano”, diz Calheiros sobre caso do Banco Master no Senado
Senador afirma que comissão acompanhará caso e analisará falhas de fiscalização
O senador Renan Calheiros afirmou que o Senado Federal vai investigar a fraude estimada em mais de R$ 60 bilhões envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita na terça-feira, 10, em vídeo divulgada nas redes sociais.
“A comissão não vai passar pano para ninguém. Vamos investigar todos os aspectos desse caso e propor melhorias no sistema fiscalizatório brasileiro”, afirmou.
Falhas de fiscalização
Segundo o senador, o episódio provocou forte reação no Congresso e exige esclarecimentos sobre as falhas que permitiram o esquema.
Renan afirmou que a fraude pode ter ocorrido por uma combinação de brechas legais, falhas na fiscalização e interferências políticas e institucionais.
O parlamentar também citou possíveis problemas na supervisão exercida por órgãos reguladores como o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários.
“Precisamos entender como irregularidades dessa dimensão conseguiram ocorrer e por que não foram detectadas a tempo. O Senado tem responsabilidade de esclarecer esse caso e apontar soluções”, declarou.
Impacto no sistema financeiro
De acordo com Renan, o esquema fraudulento teria afetado diferentes segmentos do sistema financeiro. Investidores diretos foram prejudicados e fundos de pensão e de previdência também sofreram impactos.
Para o senador, o rombo bilionário gerou indignação nacional e reforçou a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controle.
“Quando ocorre uma fraude dessa dimensão, quem paga a conta é o país inteiro. Isso afeta a confiança no mercado e impacta a vida dos brasileiros”, disse.
Investigação permanente
Renan também afirmou que a Comissão de Assuntos Econômicos pretende acompanhar o caso de forma contínua.
“A investigação será permanente. Vamos contribuir com as apurações e apresentar propostas para aprimorar as normas e fortalecer os órgãos reguladores”, declarou.
Segundo ele, o episódio coloca em debate a credibilidade do sistema financeiro brasileiro.
“O que está em jogo é a credibilidade do sistema financeiro. Por isso, a investigação será profunda e sem concessões”, concluiu.



