túnel do tempo
Derrota de Lessa ao Senado volta ao debate diante de nova candidatura
Em 2006, parte da análise política apontavam Lessa como virtual vencedor da disputa
A possível entrada do vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), na disputa por uma cadeira no Senado em 2026 tem levado analistas políticos a relembrar a eleição de 2006, quando o ex-governador tentou chegar ao cargo pela primeira vez e acabou derrotado nas urnas.
Naquele período, Lessa encerrava dois mandatos consecutivos à frente do governo de Alagoas — eleito em 1998 e reeleito em 2002 — e era considerado um dos favoritos para conquistar a única vaga ao Senado em disputa naquele pleito.
O cenário político também incluía a candidatura de Teotônio Vilela Filho ao governo do estado, formando uma composição que reunia importantes lideranças políticas. As informações são do jornalista Célio Gomes.
Durante a campanha, avaliações feitas por aliados e parte da análise política apontavam Lessa como virtual vencedor da disputa. No entanto, o resultado das urnas contrariou as expectativas e a vaga acabou sendo conquistada pelo ex-presidente da República Fernando Collor de Mello.
A estratégia adotada por Collor foi considerada decisiva para o resultado. O então candidato manteve indefinição pública sobre sua participação na disputa até o limite do prazo legal, o que reduziu o tempo de reação dos adversários. Com cerca de quatro semanas efetivas de campanha, Collor conseguiu consolidar sua candidatura e vencer a eleição.
Além de Lessa, outro nome de destaque na disputa era o deputado federal José Thomaz Nonô, que também buscava a vaga no Senado naquele ano. Nonô havia apoiado Collor na eleição para o governo em 2002, mas decidiu disputar o Senado em 2006 acreditando que o ex-presidente não participaria do pleito.
Duas décadas depois, o cenário político é diferente. Caso confirme a candidatura ao Senado em 2026, Ronaldo Lessa entrará em uma disputa com configuração distinta da de 2006. Diferentemente daquele pleito, a eleição deste ano prevê duas vagas em disputa para o Senado por Alagoas, o que amplia as possibilidades de composição política e eleitoral.



