CÂMARA DE MACEIÓ
Entenda participação Siderlane Mendonça em suposto esquema de rachadinha
Justiça Eleitoral recebeu a acusação contra 17 citados e tornou os investigados réus
O vereador José Siderlane Araújo de Mendonça e outras 16 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público de Alagoas por suspeita de integrar grupo voltado ao desvio de recursos públicos; a Justiça Eleitoral recebeu a acusação e tornou os investigados réus.
Siderlane aparece na denúncia como líder do grupo investigado, segundo o Ministério Público, que atribui a ele papel central na estrutura descrita na acusação.
A peça indica que o grupo teria organização com divisão de funções, incluindo atuação política, operacionalização financeira e uso de cargos comissionados ligados ao gabinete do parlamentar.
Estrutura do esquema
De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado entre 2018 e 2025 com uso de “rachadinha”, contas de passagem, saques e transferências para manter despesas privadas e eleitorais não declaradas.
A investigação aponta que a estrutura seria contínua e com atuação coordenada, com uso de recursos oriundos de salários de servidores e posterior circulação financeira para ocultação de valores.
Provas reunidas
A apuração conduzida pela Polícia Federal reuniu dados bancários, relatórios de inteligência financeira, análises técnicas, registros telemáticos, diálogos, áudios e documentos apreendidos em mandados de busca.
Também foram identificadas planilhas, registros funcionais e cruzamento de informações com prestações de contas eleitorais, segundo os elementos citados na acusação.
O conjunto de dados aponta movimentação superior a R$ 2,8 milhões, com registros de saques, repasses e pagamentos de despesas, incluindo aluguel, veículos e gastos ligados a campanhas.
Parte dos valores, conforme a denúncia, teria sido utilizada em despesas não declaradas, com apreensão de numerário, mídias e documentos durante a investigação.
O EXTRA tentou contato com o parlamentar citado, mas não obteve retorno até a última atualização do texto.



