POLÍTICA

Lei da Dosimetria é promulgada e já está em vigor no Brasil

Regra prevê revisão de punições por atos golpistas de 8 de janeiro
Por Redação 08/05/2026 - 18:56
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Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Atos de vandalismo registrados durante invasão às sedes dos Três Poderes em Brasília, em janeiro de 2023
Atos de vandalismo registrados durante invasão às sedes dos Três Poderes em Brasília, em janeiro de 2023

A chamada Lei da Dosimetria foi promulgada nesta sexta-feira, 8, pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e já está em vigor em todo o país. A norma prevê a possibilidade de redução de penas para condenados pelos ataques de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil.

A lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União após não ter sido assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a promulgação pelo Congresso, o texto passa a valer imediatamente.

Apesar disso, a redução das penas não ocorre de forma automática. O recálculo das punições deverá ser feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por revisar caso a caso conforme as novas regras previstas na legislação.


Para que isso ocorra, o tribunal precisa ser acionado — seja pela defesa dos condenados, pelo Ministério Público ou por ministros que sejam relatores dos processos. A Corte será responsável por aplicar a nova dosimetria e definir eventuais mudanças nas penas.

De acordo com estimativas, ao menos 190 pessoas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe podem ser beneficiadas pela nova lei.

Um dos exemplos citados é o caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de depredação em Brasília. Segundo investigações da Polícia Federal, ela pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao prédio do STF.

Na última semana, a defesa de Débora pediu a revisão da pena com base no projeto, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, já que a lei ainda não havia sido publicada.

Com a promulgação, pedidos de revisão poderão ser analisados pelo STF. A base do governo, no entanto, informou que pretende questionar a norma judicialmente.


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