brasília

Renan acusa diretores do BC de corrupção em caso envolvendo Banco Master

Senador fez as declarações em publicação ao comentar reunião entre Banco Central
Assessoria
Renan Calheiros
Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, em publicação na rede social X, que "pelo menos dois diretores do Banco Central foram corrompidos pelo Master para fazerem vista grossa na fiscalização". A declaração foi feita ao comentar a situação do Banco de Brasília (BRB) e o andamento das negociações para a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões.

Na postagem, o parlamentar também acusou o Banco Central de retardar a solução para a crise enfrentada pelo BRB. "Agora o BC está cometendo o mesmo erro do Master e retardando muito o desfecho para a grave crise do BRB. Crise criada no banco com operações criminosas", escreveu.

Renan compartilhou uma reportagem sobre a reunião entre o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, realizada para discutir a liberação do financiamento e a regularização dos balanços da instituição financeira.

O BRB enfrenta dificuldades decorrentes de operações envolvendo o Banco Master, que são alvo de investigação da Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pelo banco, a instituição estima possuir R$ 8,8 bilhões em créditos de difícil recuperação, enquanto o Governo do Distrito Federal aguarda a efetivação do empréstimo previsto em acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, Renan Calheiros não apresentou, em sua publicação, elementos ou provas públicas que sustentem a acusação de corrupção contra diretores do Banco Central. Também não houve manifestação pública dos citados em resposta às declarações do senador.

Em outra publicação na mesma rede social, Renan voltou a tratar de um tema econômico ao defender a Lei da Reciprocidade, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo ele, a norma "não é retaliação, mas um instrumento de política comercial internacional" e deve ser utilizada pelo governo brasileiro "com altivez e proporcionalidade" diante do que classificou como "reiteradas e descabidas interferências, com viés político".


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