Arthur Lira dá tiro no pé ao pressionar JHC
“Hoje sou pré-candidato ao Senado”. A frase de Arthur Lira no lançamento de sua pré-candidatura a senador sinaliza que amanhã pode mudar de ideia e optar pela reeleição garantida a correr o risco de uma derrota nas urnas e o fim de seu projeto político.
O convescote promovido pelo deputado em Maceió tem mais a ver com a pressão para forçar uma aliança com o prefeito do que o anúncio formal de sua candidatura ao Senado. No entanto, o tiro saiu pela culatra, não só pela ausência de JHC ao rega-bofe como pela possível troca do PL de Lira pelo PSDB de Téo Vilela.
Sem o apoio de JHC – dono do maior bolo dos votos da capital – Arthur Lira dificilmente vai encarar uma disputa ao Senado com Renan Calheiros, Alfredo Gaspar, Marina Candia e Lessa, além da azeitada máquina estatal.
Com alto índice de rejeição em Maceió e desprovido de votos espontâneos, Lira ficará refém de prefeitos e lideranças do interior, ávidos por dinheiro e cargos. Sem o poder de manipular o orçamento secreto e as emendas PIX, o deputado dificilmente conquistará votos fora de seus currais-eleitorais.
Tem mais; alijado do apoio da família Pereira pela traição à prima Jó, Lira enfrentará dificuldades em levar a cabo seu ambicioso projeto de virar senador e eleger o filho Álvaro deputado federal. O risco de quem quer tudo é ficar sem nada, diz a sabedoria popular.



